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Prêmio Nobel vai para cientistas que desenvolveram sistema de ressonância magnética

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Dois cientistas que desempenharam papéis centrais no desenvolvimento de sistemas de diagnóstico por imagem ganharam o Prêmio Nobel de Medicina de 2003, informa a Agência Reuters. O americano Paul Lauterbur e o britânico Peter Mansfield foram reconhecidos por suas descobertas na área de ressonância magnética (MRI), um método de diagnóstico não invasivo usado por médicos em milhões de pacientes todos os anos.
O sistema de ressonância magnética representa uma revolução nos diagnósticos médicos, segundo a Academia Sueca ao anunciar o Prêmio Nobel no valor de US$ 1,3 milhão.
Atualmente os ganhadores do prêmio estão fazendo novas pesquisas na área de MRI que vão permitir sistemas de ressonância magnética em três dimensões. Isso vai permitir a visualização de um tumor em detalhes, localizar uma inflamação no sistema nervoso e até ver os batimentos cardíacos.
A tecnologia MRI tem ajudado a substituir exames invasivos e reduzir o risco de desconfortos nos testes médicos, além da cirurgia. O sistema tem auxiliado na visão do cérebro e coluna vertebral, além de ter um importante papel no tratamento de esclerose múltipla, câncer e mal de Parkinson.
Lauterbur, de 74 anos, afirmou que, no início, a ressonância magnética era apenas uma idéia, mas, como tal, com muitas possibilidades, e que tomou conta de sua pesquisa durante praticamente toda a sua vida de cientista. Lauterbur é professor e diretor do Laboratório Biomédico de Ressonância, da Universidade de Illinois; e do College of Medicine de Urbana-Champaign.
Mansfield, que faz 70 anos nesta semana, e é professor de física da Universidade de Nottingham, disse que o anúncio do prêmio, o pegou totalmente de surpresa. As pesquisas de Lauterbur e Mansfield são baseados nos estudos de Felix Bloch e Edward Mills Purcell que ganharam o Prêmio Nobel de física em 1952, com trabalhos sobre a rotação do núcleo atômico em campos magnéticos.
Até o desenvolvimento das pessquisas de Lauterbur e Mansfield no início da década de 70, a ressonância magnética era usada apenas para estudos sobre a estrutura química de substâncias.

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