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Prática Médica Digital é demanda da sociedade da informação

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A prática médica digital é uma exigência da atual cibercultura, conjunto de hábitos, trocas, memórias e conhecimentos mediados pelas telecomunicações e pelo desenvolvimento das novas tecnologias, tendo à frente a Internet. Esta foi a abordagem do professor Daniel Sigulem, do Departamento de Informática em Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na conferência inaugural do I Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde. O evento teve início ontem e vai até amanhã, e acontece no Centro de Convenções Rebouças, São Paulo. Segundo Sigulem, tendo em vista a prática médica digital como uma demanda da sociedade da informação, observa-se uma adesão crescente à medicina on-line. O computador é uma ferramenta de integração, que permite ao médico maior interatividade. Em sua apresentação, o professor simulou uma aplicação da telemedicina através da Internet: a paciente abre uma janela de vídeo em seu computador, conecta-se com seu médico e faz uma consulta virtual. O médico insere as informações da paciente no prontuário eletrônico, que ajuda a analisar o quadro clínico, oferecer o diagnóstico e prescrever o tratamento. Para finalizar, o profissional envia a receita médica com sua assinatura digital à paciente, que deve imprimi-la e já pode comprar os medicamentos.
Entre as principais aplicações tecnológicas à prática médica, Sigulem cita o desenvolvimento das ferramentas de gestão, o Prontuário Eletrônico, videoconferências, programas de apoio à decisão do médico, bibliotecas virtuais e educação à distância. “Investir na prática médica digital deve sempre ter em vista a qualidade do atendimento”, ressalta.
Mas para ele, a qualidade e o desenvolvimento da medicina têm uma dependência educacional e não digital ou tecnológica. A prática on-line possui uma metodologia própria, que pode levar a mudanças na prática tradicional da medicina. A adesão a este universo requer dos profissionais uma postura aberta, para vencer o preconceito e uma mudança cultural para que evitem o sentimento de ameaça da tecnologia. Sigulem conclui que o uso da tecnologia é bem sucedido quando se ampara no conhecimento, na utilização prática e na avaliação da eficiência. Tais fatores é que permitem ao médico ter a capacidade de ousar, sempre na busca da qualidade.

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