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PPP de R$ 6 bi para hospitais não supre carência de leitos

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A Parceria Público-privada (PPP) de R$ 6 bilhões, lançada pelo prefeito Gilberto Kassab, para a construção de três hospitais e a ampliação de outros seis não resolve a falta de leitos públicos nas regiões atendidas. As informações são de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Seriam necessários 4.550 novos leitos para acabar com a carência de vagas do SUS nesses locais, mas a PPP só prevê mais 900. Os dados estão no edital apresentado nesta quinta-feira (09). Segundo o documento, a PPP não será suficiente para que nenhuma das nove regiões alcance o índice de três leitos SUS por mil habitantes, padrão do Ministério da Saúde.
Os locais que chegarão mais perto disso serão as subprefeituras de Butantã (2,5 leitos por mil) e Pirituba (2,1). Na outra ponta, estarão São Miguel Paulista (0,7), Penha (0,6) e Parelheiros (0,5) – a última, atualmente, não tem nenhuma vaga de rede pública.
No entanto, a prefeitura afirma que o projeto vai contribuir para a descentralização de leitos. Para o secretário adjunto de Saúde, José Maria da Costa Orlando, não existe déficit, tendo em vista que o índice de leitos SUS por mil habitantes é de 3,6. De acordo com ele, o problema é que há muitas vagas na região central e poucas em alguns locais periféricos.
Caso o cronograma seja cumprido à risca, ele só deverá ser inaugurado em fevereiro de 2013.
Já os hospitais de Brasilândia e Capela do Socorro só ficariam prontos em meados daquele ano. Por conta disso, a Prefeitura vai levantar imóveis abandonados nessas regiões para construir temporariamente 175 leitos hospitalares, que é o que consta no Plano de Metas da gestão.
Além dos novos hospitais e da ampliação de outros seis, a PPP prevê também a construção de quatro centros de diagnóstico por imagem e a reforma de três hospitais. Inicialmente, as obras e os equipamentos – cuja previsão de custo é de R$ 1,1 bilhão – seriam bancados pelo consórcio vencedor que, em troca, teria o direito de explorar serviços como lavanderia e segurança por 15 anos. A previsão é de que a Prefeitura repasse cerca de R$ 270 milhões por ano no período. A gestão das atividades médicas também deverá ser terceirizada.

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