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Portal reúne entidades de assistência a fissurados

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A partir do segundo semestre deste ano, pais e portadores de fissuras labiopalatais poderão contar com a Rede Nacional de Associações de Pais e Portadores de Fissuras Labiopalatais (Renafis), um site que irá interligar 44 associações especializadas de todo o País, informa a Agência USP. Além de aumentar a integração entre as entidades, a Renafis informará aos interessados quanto ao processo de reabilitação, terá links das associações envolvidas e a atuação da sociedade civil.
O projeto foi iniciado em 2002 pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP de Bauru – mais conhecido como Centrinho – e pela Sociedade de Promoção Social do Fissurado Labio Palatal (PROFIS). Uma parceria com a Escola Politécnica (EP) da USP, por intermédio da Poli Jr – empresa prestadora de assessoria técnica e operacional coordenada por alunos -, possibilitará a implantação da tecnologia digital necessária para a criação do site.
Além disso, professores do Departamento de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais da Poli estarão em contato com os alunos da Poli Jr e com a equipe do Centrinho para melhorar o andamento do projeto.
Hoje, o Centrinho atende uma média de 1,8 mil pacientes por mês e é considerado centro de referência no tratamento de fissuras labiopalatal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), são 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil (cerca de 14,5% da população). No caso de fissura labiopalatal (abertura na região do lábio e do palato, provocada pelo não fechamento dessas estruturas durante a gestação), estima-se um universo superior a 261 mil fissurados.
Parceria
O suporte tecnológico da Escola Politécnica, por meio da Poli Jr, é um importante passo para a unificação das associações. O site poderá também originar uma futura intranet e, em uma próxima pesquisa, a disponibilidade de prontuários digitalizados. Isto facilitará não só o arquivamento, mas o acesso às pesquisas para pessoas autorizadas.
O projeto tem patrocínio da Fapesp, que destinou R$ 72 mil para toda a iniciativa. A região Norte possui 4 associações de pais e portadores de fissuras lábio-palatais, há 5 instituições no Nordeste, 20 no Sudeste, 3 na região Centro-Oeste e 12 no Sul.
Cada cidade envolvida conta com a participação de pais coordenadores, os quais encaminham os portadores de deficiências a recursos de saúde locais, ou então ao próprio Centrinho, em Bauru.

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