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Por quê os grandes hospitais estão investindo em Oncologia ?

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O Hospital Sírio Libânes, em São Paulo, se destacou nos últimos anos por ter investido fortemente em oncologia. Mais recentemente o hospital São José da Beneficiência Portuguesa encontrou sua vocação ao focar no atendimento oncológico. Com o envelhecimento da população e o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e tratamento, os hospitais do Brasil tem investido para dar conta de um paciente cada vez mais complexo, que não só demanda cuidados intensivos, mas também recursos de última geração. Neste novo cenário, não basta ser grande, tem que ser high-tech.

Atenciosamente,

Fernando Cembranelli

Equipe EmpreenderSaúde

Longevidade da população dita as tendências

Marina Gonçalves | Para o Valor, de São Paulo
31/05/2011
 O envelhecimento da população brasileira e o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico fazem crescer especialidades que até agora contavam com investimentos discretos: a oncologia, cirurgia de alta complexidade e o setor de diagnósticos avançados. De olho nesse mercado em expansão, grandes redes inauguram novos centros e anunciam projetos para aumentar a oferta de leitos, equipamentos e manter ou melhorar o padrão de atendimento.

O Hospital do Coração, em São Paulo, é um dos que começa a investir na oncologia, especialidade inaugurada no ano passado. O projeto mais robusto visa a criação de um prédio voltado para o setor, que deve estar pronto até o fim de 2012. Os custos incluem ainda um setor destinado à radioterapia – que só fica pronto em 2013 – e chegam a R$ 135 milhões. Outra especialidade que cresce é a de diagnósticos avançados. No HCor, um novo centro para procedimentos de neurocirurgia e hemodinâmica deve começar a funcionar em meados de outubro, com investimento de 120 milhões.

“A demanda do mercado se deve ao aumento do setor de serviços suplementares, com mais de 6 milhões de usuários de planos de saúde privados só em São Paulo. Além disso, na especialidade da oncologia, graças aos avanços médicos com a especialização de diagnósticos, começam a surgir novos procedimentos para doenças que até então não eram detectadas a tempo. O crescimento dessas especialidades está diretamente ligado ao envelhecimento da população”, explica Antonio Carlos Kfouri, CEO do HCor.

O Hospital Paulistano, na região de Bela Vista, em São Paulo, inaugurou uma unidade diagnóstica no mês passado e também vem investindo fortemente na área da oncologia, com a inauguração de uma ala específica e aquisição de um PET-CT – equipamento importante na identificação de casos de câncer em estágios iniciais. Os custos em aparelhos e novas instalações chegam a R$ 4 milhões. E uma nova unidade diagnóstica, no Jardim América, conta com 18 especialidades diagnósticas, atendimento personalizado e conceito de medicina preventiva. “O fato de anteciparmos o processo de descoberta de um câncer faz toda a diferença no tratamento, pois quanto mais precoce for a detecção, maior será a chance de cura do paciente”, afirma o especialista em Medicina Nuclear do Paulistano, Jairo Wagner.

No Hospital Santa Paula, na zona sul de São Paulo, a construção de um novo centro oncológico receberá investimentos de R$ 15 milhões. A partir de março de 2012, a unidade contará com especialidades como oncologia clínica, radioterapia e quimioterapia. Serão sete andares, em uma área de 4.200 metros quadrados. A criação de uma unidade hospitalar ambulatorial é uma das apostas para este ano.

No 9 de Julho, o centro de especialidades vai ocupar um edifício de 13 andares, de três mil metros quadrados, num total de R$ 25 milhões de investimentos. “Além do envelhecimento real da população, que nos remete a esses investimentos, estamos reforçando nosso posicionamento mercadológico. A área de gastroenterologia, por exemplo, é a nossa origem desde a fundação e continua sendo nosso foco. Para continuar uma referência, estamos investindo na cirurgia bariátrica”, enumera Luiz de Luca, superintendente geral do hospital 9 de Julho.

Na Rede D’Or, uma das maiores do Rio, com 22 unidades, os investimentos têm sido concentrados em especialidades como oncologia, terapia intensiva e cirurgias de alta complexidade, além da pediatria. O projeto de criação de um centro de oncologia, que deve ser inaugurado ainda este ano, por exemplo, terá investimento de R$ 30 milhões. Na área de cirurgias de alta complexidade, o investimento com novos equipamentos chega a R$ 5 milhões, com aquisições de aparelhos como o ExAblate, que antes só existiam em São Paulo. E a pediatria ganhou um hospital próprio na rede, no ano passado, com custos de R$ 30 milhões.

No Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, o crescimento em 2010 chegou a 26%, em relação ao ano anterior. A área que mais recebe investimentos é a de transplantes, foco da instituição o único particular no estado do Rio que faz transplantes pelo SUS. Para este ano, estão previstos investimentos de R$ 8 milhões na modernização estética dos prédios, reforma dos quartos, ampliação do CTI e da unidade coronariana, com capacidade aumentada de 23 para 41 vagas.

Na mesma linha, o grupo carioca Perinatal – com atendimento exclusivo à gestante e ao recém-nascido – reservou este ano mais de R$ 3,5 milhões para melhorias internas e compra de dois aparelhos capazes de realizar operações em bebês ainda na barriga da mãe. São miniagulhas com câmeras que evitam que sejam feitos cortes ou que se espere o bebê nascer.

Fonte: Valor Econômico, 31/05/2011

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