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Por que logística hospitalar se tornou tão importante?

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Menos dinheiro no sistema e maior necessidade de gestão de custos. É assim que diretora de Novos Negócios da Unihealth, Mayuli Lurbe Fonseca, contextualiza a importância da logística. De acordo com ela, o custo total associado à gestão de estoques pode representar entre 35 e 50% do custo operacional total numa organização privada de saúde, sendo o resultado da soma de diversos componentes: gastos com a compra e de ressuprimento; custos com oportunidade do capital; armazenagem; falta do medicamento e perdas por vencimento.

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“A logística é todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. A logística é necessária, porque indiretamente a gestão de estoques tende a ser gerenciada pelo quadro clínico”, explica Fonseca.

Além da redução de custos e estoque, o objetivo da logística é melhorar a qualidade da prestação de serviço nas unidades de saúde, rastreabilidade, redução dos erros de faturamento, padronização de produtos, disponibilização de área de armazenagem externa e, entre outros, informação para negociação estratégica com fornecedores.

“Na área de saúde, a administração de materiais é mais delicada do que a de outros segmentos da economia, pois os medicamentos e materiais têm prazo de validade e precisam ser mantidos em baixa temperatura; as doses individuais devem ser diariamente prescritas, preparadas, baixadas dos estoques, ministradas ao paciente e faturadas sem erros; e os resíduos contaminados devem ser removidos e incinerados com extremo cuidado”, ressalta.

Segundo ela, a gestão eficiente de materiais exige por parte dos responsáveis constantes esforços, por isso é importante estabelecer diretrizes básicas, como por exemplo, não deixar faltar qualquer item vital para a saúde do paciente, definir o estoque mínimo e máximo que se devem manter durante uma semana e um mês de consumo médio.

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