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Por quê Fleury, CURA e Sérgio Franco trabalham até de madrugada?

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Com o aumento da demanda por medicina diagnóstica, fruto do crescimentos dos usuários de planos de saúde, com o crescimento da economia, e do envelhecimento da população os laboratórios privados de São Paulo e outras regiões passaram a ampliar seus horários de atendimento, ou até mesmo atender de madrugada. Muitas unidades já funcionam até 22 horas e o domingo passou a ser um horário premium em muitas unidades. Nestes exames noturnos, os destaques são os exames de imagem, como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada que normalmente não necessitam de jejum e cuja demanda faz com que algumas unidades do Grupo Fleury cheguem a ter 80% de agenda preenchida durante a madrugada.

Confira a matéria.

Para suprir demanda, exames até de madrugada

Com a falta de agenda nos horários tradicionais, os laboratórios de medicina diagnóstica estão atendendo nos fins de semana, à noite e até de madrugada.

Os laboratórios paulistas Fleury, Cura e Lavoisier, o cearense Lab Pasteur, o carioca Sergio Franco e o brasiliense Exame têm unidades que funcionam 24 horas. O Salomão & Zoppi e o Centro Diagnóstico Brasil (CDB), ambos de São Paulo, não trabalham madrugada adentro, mas mantém suas portas abertas durante boa parte da noite.

Essa demanda é reflexo do crescimento do mercado de planos de saúde que, por sua vez, se beneficiou com o aumento no número de empregos com carteira registrada no país. Hoje, quase 60% dos planos de saúde são benefícios concedidos por empresas para seus funcionários.

A maioria dos exames realizados após o sol se pôr é de ressonância, tomografia ou ultrassom, modalidades que não exigem jejum. Mas também há pessoas que fazem exames de sangue fora do “horário comercial”. “Para o laboratório é interessante fazer exames durante a noite ou madrugada porque é uma forma de não deixar os equipamentos médicos ociosos e, assim, diluir os custos fixos. Uma máquina de ressonância demanda investimento de US$ 800 mil a US$ 1 milhão”, disse Gustavo Campana, sócio da Formato Clínico, consultoria especializada em medicina diagnóstica – setor que movimenta aproximadamente R$ 11 bilhões por ano.

“Na nossa unidade de Higienópolis, a taxa de ocupação para os exames de ressonância é de 80% durante a madrugada. Mesmo colocando uma equipe extra de atendimento, tenho uma boa rentabilidade porque os exames de imagem geram uma boa receita”, explicou Omar Hauache, presidente do Grupo Fleury.

O laboratório Cura também funciona 24 horas e nos fins de semana. “Antes, atendíamos conforme a demanda, mas ela foi aumentando e não dá para sobreviver pagando hora extra para funcionário. Por isso, montamos uma equipe fixa na madrugada”, disse Denis Szejnfeld, diretor do Cura.

Há dois meses, o paulistano Salomão & Zoppi estendeu seu horário de atendimento que, até então, terminava às 18 horas. Agora, as unidades ficam abertas até as 22 horas, o que ajudou a desafogar a agenda para o cliente, segundo Michel Brull, diretor de operações do Salomão & Zoppi, que abrirá uma nova unidade no próximo mês.

“As manhãs de domingo viraram um horário nobre. Existe uma grande demanda por esse dia”, afirmou Luis Natel, diretor-superintendente da área de medicina diagnóstica do Albert Einstein. O Hospital São José, hospital premium focado em oncologia e que pertence à Beneficência Portuguesa, também tem planos de abrir seu centro de diagnóstico aos domingos para clientes que não são pacientes do hospital.

O Centro de Diagnóstico Brasil (CDB) atendia aos notívagos durante a madrugada em uma de suas unidades até o ano passado. “Preferimos fechar essa operação da madrugada. Em compensação, agora todas as nossas cinco unidades funcionam até meia-noite”, disse Roberto Kalil, diretor do CDB. A rede de laboratórios, que está com 100% de sua capacidade ocupada, tem planos de dobrar de tamanho até 2013.

“Administrar a agenda de exames de imagem é um dos principais desafios para o setor. Entre os nossos clientes, entre 6% e 12% dos pacientes não comparecem, gerando prejuízo para o laboratório”, disse o consultor da Formato Clínico. Não à toa, a Dasa está colocando médicos em suas unidades para ajudar a administrar o uso dos equipamentos.

Beth Koike | De São Paulo

Fonte: Valor Econômico, 31/05/2011

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