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População perde com a demora de implantação do teste NAT

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A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) acompanha com muita preocupação a demora na adoção do teste NAT (sigla em inglês para Teste de Ácido Nuclêico) como medida que aumenta a segurança das transfusões no Brasil.

De acordo com o diretor administrativo da ABHH, o hematologista e hemoterapeuta Dante Mário Langhi Jr., hoje a transfusão de sangue no Brasil é menos segura que em países onde os testes NAT já foram implantados. “No final de 2010, elaboramos um documento com proposições para melhoria da hemoterapia no Brasil encaminhado ao Governo em que solicitamos a obrigatoriedade imedia ta do teste NAT na triagem sorológica dos doadores de sangue”, relata.

Comparado ao atual teste ELISA, o NAT encurta o prazo de detecção no sangue doado dos vírus HIV de 22 para sete dias e, da Hepatite C, de 70 para 11 dias em média e já é adotado pela Europa Ocidental, América do Norte e Ásia. No entanto, o médico chama a atenção para o fato de a maioria dos serviços privados no país não utilizarem o teste NAT.

O especialista explica que o sangue transfundido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não passa pelo exame. O Governo alega que “está desenvolvendo um teste NAT no Brasil e que isso irá minimizar os gastos considerados elevados se forem utilizados os testes comerciais”. Segundo Langhi, os testes comerciais já disponíveis no mercado deveriam ter sido implantados e, isto feito, poderia se trabalhar no desenvolvimento do teste brasileiro.

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