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Política: Lula defende valores éticos na assinatura do licenciamento do Efavirenz

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O Brasil precisa ser respeitado. Esse foi o argumento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou em seu discurso na assinatura do ato de licenciamento compulsório do Efavirenz, realizada na tarde desta sexta-feira. O presidente também afirmou que se não houver ?preços justos?, o Brasil vai tomar a mesma decisão em relação a outros medicamentos, não importando a nacionalidade da empresa. Lula disse ainda que o fato de o laboratório Merck Sharp & Dohme vender o medicamento para a Tailândia por US$ 0,60 e para o Brasil por US$ 1,60 é um ato grosseiro, não só do ponto de vista ético, mas também do ponto de vista político e econômico.
Na ocasião, o ministro José Gomes Temporão reiterou que a decisão foi tomada em razão de o laboratório não ter levado em conta o acesso da população ao tratamento e o aumento do consumo do remédio no País ao apresentar uma proposta pouco consistente para o governo.
Desde 2003 o valor do medicamento não foi reajustado, mas o consumo aumentou. Em 1999 o Efavirenz era distribuído para 2.500 pacientes, hoje esse número é de 75 mil.
Quanto à redução de custos, a Merck propôs desconto de 30% , enquanto o ministério defendia redução de 60% para dar continuidade ao programa.
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