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Planos Alternativos: um novo nicho de mercado?

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O consultor do setor de Saúde Suplementar, Pedro Fázio, desenvolveu a ideia de criar um novo nicho de mercado com os planos de saúde alternativos, em que o usuário desfruta dos serviços médicos com significativos descontos, como consultas entre R$ 40 e R$ 60, a partir de uma contribuição anual. Em entrevista ao portal, o consultor explica como funcionaria este novo produto e suas consequências para os usuários.
Saúde Business Web: De que forma os planos alternativos podem se tornar um novo nicho de mercado?
Pedro Fázio: Os planos alternativos existem há um bom tempo. Eles funcionam como um cartão de desconto, ou seja, você paga uma anuidade de cerca de R$ 100 e ganha um cartão de identificação e uma rede credenciada que irá cobrar em média R$ 40, enquanto uma consulta particular custa R$ 400. Com isso, eu tive a ideia de provocar uma reflexão no mercado: na adesão do plano alternativo para cobertura ambulatorial e a cobertura do plano hospitalar, os usuários terão uma opção de assistência médica de baixo custo. Será preciso, no entanto, considerar que este é outro mercado, a começar pelos canais de distribuição em que não é viável adotar o mesmo procedimento dos planos de saúde, que remunera um percentual sobre a mensalidade. Neste caso, por ser baixa, não estimula o vendedor.
SBW: Na prática, como isto funcionaria?
Fázio: O hospital vai receber via cobertura hospitalar e o médico na hora em que ele prestar o serviço. Se ele atende uma pessoa do plano, ele tem que mandar a conta, esperar receber, e com essa ideia o processo é menos burocrático, ele passa a receber a vista. É uma atração, porque o médico recebe o dinheiro direto do cliente, além de ser uma forma de divulgação do serviço dele que acaba sendo indicado por fazer parte da rede. O usuário paga  barato a consulta e tem acesso de livre escolha, sem precisar pedir autorização para ter acesso ao serviço. Funciona para médicos, dentistas e laboratórios. Essa junção em cidades do interior seria muito boa, pois tem uma relação maior das pessoas com a comunidade, ao contrário do que acontece numa cidade como São Paulo.
SBW: Qual é a dificuldade de se colocar em prática este projeto?
Fázio: A dificuldade é o canal de distribuição, ele passa a não ser atrativo para o fornecedor. Além disso, essa ideia precisa ser explorada e estruturada. É preciso uma parceria estratégica entre uma operadora com plano hospitalar e alguém que tenha o plano alternativo para fazer a oferta conjugada, ou então, fazer uma campanha de divulgação e o próprio consumidor achar dois fornecedores, que é mais difícil.
SBW: Quem é o público-alvo para este plano?
Fázio: Pessoas disciplinadas! Para aderir a este plano é preciso fazer uma reserva mensal, porque,  às vezes, o usuário pode ficar, por exemplo, dois meses sem usar o cartão de desconto e, de repente, em um único mês utiliza-o com muita frequência. Se uma pessoa se associar neste cartão e comprar um plano de cobertura hospitalar, ela acaba tendo na somatória um plano barato. Ao invés de pagar R$ 400 para ter plano completo, ela acaba tendo um gasto médio de R$ 80 por mês, e precisar de internação ou cirurgia, utiliza o plano de saúde que também é barato. O ideal é fazer adesão do plano alternativo, criar uma poupança e fazer o plano hospitalar, pois existe a necessidade da responsabilidade em educar para que o usuário saiba exatamente dos procedimentos e encargos que terá quando utilizar os chamados planos alternativos. É importante ressaltar que o usuário terá três custos: adesão ao plano alternativo, mensalidade do plano hospitalar e desembolso das despesas ambulatoriais.

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