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Plano de Saúde ou Doença?

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Boa notícia: Estamos vivendo mais e com mais opções! Pois é, o que deveria ser uma boa notícia tornou-se uma das maiores preocupações dos governos e instituições ao redor do mundo. A preocupação em dar a melhor assistência à saúde com racionalidade de custos está tirando o sono e talvez alguns anos de muita gente.

Toda vez que acompanho ou participo desta discussão vejo sempre a tendência, inclusive minha, de nos preocuparmos e agirmos em direção ao efeito e simulamos, enaltecemos, enfim, conceituamos muito sobre a causa e a necessidade de envolver as pessoas e profissionais em modificar seus hábitos, mas a verdade é que pouco fazemos no sentido de atingirmos o cerne da questão.

Com exceção dos fatores genéticos, cada um de nós somos responsáveis pelo nosso futuro e não dá para terceirizar os custos pelo mau senso. Sem atividade física e mental, deixar de fumar, beber e comer além da conta, esta conta não fecha. Sem atuação multidisciplinar, ficaremos reféns dos especialistas e suas atitudes especializadas com equipamentos mais e mais sofisticados e o que temos é a cura da parte e o sofrimento do todo.

Não dá mais para tratar o ser humano em partes, pois a qualidade de vida no futuro depende de um ser completo. De que adianta ter braços e pernas fortes, se tivermos sofrimento de outros órgãos, ou ainda sanidade física se psicologicamente estamos prejudicados.

Devemos ser acompanhados por equipes multidisciplinares que equilibrem esse “Ser Humano” e para isso, de uma vez por todas, as empresas e pessoas que pagam a conta têm que levar a sério a mudança dos hábitos e incluir no seu planejamento estratégico ou pessoal, ações que visem promover a vida saudável.

Ninguém aqui quer fazer apologia a viver de forma limitada sem nunca ceder a certas “extravagâncias”, pois isso não existe, está fora de moda e é chato, mas se habituar ao que traz benefícios à saúde física e mental deveria ser dever de todos.

Os planos de assistência à saúde e governos nunca conseguirão satisfazer, pois a satisfação está em não ter que atuar quando o cidadão já está doente e isso não depende somente da empresa contratada ou do estado, mas principalmente da atitude das pessoas físicas e/ou jurídicas contratantes e parte da cadeia.

Faz-se então primordial a inclusão de sistemas privados ou estatais que privilegiem os que se cuidam e aumente a contribuição dos que querem viver sem limites e para isso somente informações e ações preventivas, inclusive para separar o joio do trigo.

Que tal pensarmos em incentivar a agência reguladora a promover planos sustentáveis, onde somente poderão ser incluídos indivíduos que praticam hábitos pré-determinados e assim se beneficiem deste comportamento?  Ou talvez beneficiar com incentivos fiscais trabalhistas empresas que, de acordo com determinados conceitos, pratiquem planos de Medicina Preventiva? Senão, o que nos restará será o gerenciamento da doença pelos chamados “Planos de Sáude”…

*Israel Avelar, superintendente da Autogestão em Saúde do SEPACO

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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