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PL avaliará efeitos da assistência ao parto no Brasil

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Conhecer as complicações maternas e a dos recém-nascidos de acordo com o tipo de parto no país é o principal objetivo do projeto, de âmbito nacional, Nascer no Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento, contemplado pelo Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Pública (Inova). Organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), universidades estaduais e federais e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o projeto tem coordenação-geral da vice-presidente de Ensino Informação e Comunicação da Fiocruz, Maria do Carmo Leal. Com início nesta quarta-feira (09), o estudo vai fazer 24 mil entrevistas em hospitais públicos e privados e contará com representações em todos os estados.
Segundo a coordenadora-adjunta do projeto Silvana Granado, o estudo visa ainda estimar a prevalência de partos cesáreos realizados em instituições públicas e privadas, conforme o nível de complexidade da instituição e localização; descrever as características das clientelas dessas instituições, bem como a motivação para a opção pelo tipo de parto e descrever as complicações imediatas, causadas por essas escolhas, nos recém-nascidos, tais como: prematuridade, baixo peso ao nascer, uso de UTI neonatal, problemas respiratórios de recém-nato, outras morbidades, óbito neonatal precoce, entre outros. Na opinião dela, “o estudo se justifica para conhecer não só os motivos que levam as gestantes a se submeterem à cesariana como também a real magnitude da prematuridade, destacando a prematuridade tardia, além das consequências do tipo de parto sobre a saúde da mulher e do recém-nascido”, destacou.
Segundo Silvana, no Brasil são feitos cerca de 3 milhões de nascimentos por ano, sendo que 46,6% são por via cesariana. Em 2007, no sistema público, a taxa de cesárea foi de 35%, enquanto na saúde suplementar foi de 80% – taxas estimadas pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS). “Quanto maior a população inserida no sistema de saúde suplementar, maior é a taxa de cesárea. Muitos são os fatores que influenciam as taxas de cesárea no Brasil, especialmente os relacionados aos fatores socioeconômicos. Ou seja, têm mais chance de um parto operatório as mulheres das capitais, com maior nível de renda, que contam com plano de saúde”, explicou a coordenadora.
O projeto trata de um estudo de âmbito nacional, de base hospitalar. Serão avaliados hospitais que realizam no mínimo 500 partos por ano, e haverá pelo menos um hospital em cada capital. De acordo com Silvana, serão realizadas 24 mil entrevistas face a face, no pós-parto imediato e por telefone entre 45 e 60 dias após o parto, nos hospitais públicos e privados em todo o país. As atividades do projeto terão início no Estado do Rio de Janeiro em 9 de fevereiro, no Maranhão em 14 de fevereiro, nos estados do Paraná e Sergipe em 21 de fevereiro e em Mato Grosso em 27 de fevereiro. As demais capitais iniciam as atividades até o mês de junho.
Silvana explicou que o estudo pretende estimar a magnitude da cesariana eletiva no país, além da prevalência da prematuridade e do baixo peso ao nascer para toda a população brasileira e para cada grande região geográfica do país. “Esperamos também poder avaliar complicações médicas imediatas e mediatas ao parto; tais como a incidência de complicações médicas até o 28º dia de vida do recém-nascido e até 45 dias pós-parto para as puérperas, além de avaliar o perfil de risco para essas complicações por grande região geográfica do país”, concluiu.

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