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O Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) acumulou crescimento de 1,2% em relação ao primeiro trimestre de 2010. Em valores, o PIB somou R$ 900,7 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8%. Já no acumulado dos quatro trimestres terminados no segundo trimestre deste ano contra mesmo período do ano anterior, o PIB teve alta de 5,1%.  Conheça outras análises macroeconômicas no portal do Iedi.
Sob a ótica da oferta, a maior alta do valor agregado, no segundo trimestre frente ao primeiro de 2010, ocorreu na agropecuária (2,1%), seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%). Já em relação ao segundo trimestre de 2009, a Indústria registrou o melhor desempenho (13,8%), com o valor adicionado da Agropecuária crescendo 11,4% e o dos Serviços, 5,6%. Na Agropecuária, pesaram as estimativas de crescimento na produção da soja, do algodão e do milho (19,8%, 2,2% e 4,4%, respectivamente) para 2010 e que possuem safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado em maio. A produção da silvicultura e exploração florestal também teve bom desempenho no trimestre.
Na atividade industrial, o destaque foi o crescimento de 17,2% do valor adicionado da Indústria da Transformação, influenciada pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos, eletrodomésticos, indústria automotiva, incluindo peças e acessórios, metalurgia/siderurgia, indústria têxtil, produtos químicos e artigos de borracha e plástico. A Construção Civil cresceu 15,7%. Por sua vez, a Extrativa Mineral cresceu 14,1%. O valor adicionado de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana aumentou 10,8%, principalmente pelo consumo industrial de energia elétrica.
O valor adicionado do setor de Serviços cresceu 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados foram: Comércio – atacadista e varejista (13,5%), Transporte, Armazenagem e Correio (11,8%), Intermediação Financeira e Seguros (9,4%), Serviços de Informação (3,0%), Outros Serviços (2,5%), Administração, Saúde e Educação Pública (2,5%) e Serviços Imobiliários e Aluguel (1,9%).
Sob a ótica da demanda, dentre seus componentes, no segundo trimestre deste ano em relação ao segundo trimestre de 2009, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,7%, sendo o vigésimo sétimo crescimento consecutivo nessa comparação, voltando ao mesmo patamar de crescimento do terceiro trimestre de 2008. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública cresceu 5,1%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve o maior crescimento (26,5%) da série, iniciada em 1995, principalmente com o crescimento da produção interna de máquinas e equipamentos. Nesse trimestre também houve a maior elevação da Construção Civil (16,4%) desde o início da série (1995), o que também contribuiu para o desempenho da FBCF.
Pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 7,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As Importações de Bens e Serviços cresceram 38,8%, o maior crescimento de toda a série nessa base de comparação. Os produtos da pauta de importação que mais contribuíram para esse resultado foram: material eletrônico, madeira e mobiliário, material elétrico, siderurgia, outros produtos do refino, veículos automotores e químicos diversos.
Participação no PIB. Em relação aos setores sob a ótica da oferta, o componente com maior participação no PIB no segundo trimestre de 2010 foi o de Serviços (56,5%), obtendo relativa estabilidade frente ao trimestre anterior (58,0%). A Agropecuária registrou participação de 6,0% no trimestre analisado, apresentando redução de 0,6 ponto percentual frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A Indústria, por sua vez, assinalou participação de 22,9% do PIB, 2,3 p.p. superior ao primeiro trimestre de 2010.
Entre os componentes da demanda, o Consumo das Famílias permanece como maior item do PIB, com 60,5%. Frente a igual trimestre de 2009, o consumo das famílias assinalou recuo de 2,1 p.p.. O Consumo do Governo registrou participação de 19,2% do PIB e a Formação Bruta de Capital Fixo, 17,9%. A FBKF revelou decréscimo de 2,1 p.p. frente ao primeiro segundo trimestre de 2009.
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