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Philips espera dobrar faturamento nos próximos cinco anos

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Com mais de trinta projetos em andamento, a Philips do Brasil completa 80 anos de atuação no País, apostando na sinergia entre as cinco unidades de negócios em que atua ? iluminação, eletrônicos de consumo, semicondutores, sistemas médicos e eletrodomésticos portáteis. O objetivo é ousado: dobrar de tamanho em cinco anos, ou seja, em um mercado que cresceu nos últimos oito anos cerca de 2,2% ao ano, tendo o ano passado com retração de 0,2%, a meta é ampliar o faturamento em 15% por ano. Marcos Magalhães, presidente da Philips na América Latina, explica que a decisão é ousada mas a empresa está apostando em uma proposta agressiva e uma maneira nova de encarar o mercado. ?É preciso reinventar o mercado criando novos segmentos, novas categorias e principalmente novas oportunidades de negócios. Não adianta chorar pelo leite derramado, se o mercado não cresce temos que encontrar outros caminhos e outros mecanismos para que possamos crescer. Nossa proposta para o futuro é extremamente agressiva, com base num mercado estagnado, mas vamos enfrentá-lo e continuar com nossa trajetória de sucesso. É uma nova forma de trabalhar, estamos preparados para inovar, crescer e sabemos que o desafio é enorme mas isto é extremamente estimulante para a instituição?, afirma.
Segundo Magalhães uma das estratégias é buscar produtos e soluções que caibam no bolso do consumidor. Na área da saúde os negócios da Philips estão focados principalmente na unidade de diagnósticos por imagem, com meta de conquistar 35% de market-share. O segmento também apresenta soluções em ressonância magnética, tomografia computadorizada, medicina nuclear, cardiovascular, raio-x, tecnologia da informação para laboratórios, ultra-som, monitoração e ressuscitação de pacientes. No ano passado a empresa alcançou um crescimento de 6% no faturamento da unidade de serviços médicos, sob a estratégia de ampliar o portfólio de produtos. ?A corrida contínua na área tecnológica faz com que essa divisão tenha lançamentos que visem facilitar o diagnóstico, melhorando o trabalho da classe médica?, observa.
Para ele, a área médica saiu de uma realidade de crise pautada pelo próprio modelo de negócios. Como os equipamentos são importados, o hospital acaba se endividando em moeda forte mas tem a receita em reais. ?Houve um descasamento enorme com a desvalorização do câmbio em relação ao perfil do endividamento e receita. Foi necessário fazer um novo planejamento de pagamentos e isso causa tumulto. A equação de pagamentos do sistema tem que ser revista para que o mercado possa crescer. Essa equação sendo repensada a potencialidade de crescimento é brutal porque a demanda é muito grande. Mesmo dentro desse perfil de indefinições vemos espaço para crescimento, especialmente no setor privado que já se recompôs?, argumenta.
Fundada em 1924, a empresa importava e revendia lâmpadas passando para o comércio de aparelhos radiofônicos cinco anos depois. Em 1930 surgiram intenções para implantação de fábricas no Brasil, o que aconteceu só em 1948, já que a Segunda Guerra Mundial interrompeu todo o processo. Durante a guerra o grupo, que começou com dez funcionários, reinventou o negócio vendendo de papelaria a bicicletas. ?A palavra para traduzir o que foi feito na época é ousadia?. Com o final da guerra, a Philips montou sua primeira fábrica no Brasil para produção de lâmpadas e rádios. Na década de 50 foi a vez dos televisores, ampliando alguns anos depois para os eletro-eletrônicos com a instalação da maior fábrica do setor, na cidade de Guarulhos, em São Paulo, que chegou a empregar 5 mil funcionários. A empresa investiu também na indústria fonográfica respondendo por 75% dos artistas brasileiros com a Polygram. ?O pioneirismo acabou sendo quase um lema para a empresa. O que determinou o sucesso foram às escolhas certas e chegar primeiro?, observa Magalhães. Atualmente a empresa é responsável por sete fábricas no País e seis joint-ventures, somando cerca de 10 mil funcionários e um faturamento calculado em US$ 1 bilhão.

       
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