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Pesquisa revela que médicos precisam de orientação para tratar tabagismo

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Levantamento feito em 16 países, com aproximadamente 2.800 médicos ? fumantes e não-fumantes ? revelou que a maioria desses profissionais sente que precisa de orientação para tratar pacientes tabagistas.
Embora quase 90% recomendem o abandono do cigarro, apenas 47% elaboram com seus pacientes um plano efetivo para atingir essa meta. Em média, um médico passa seis minutos da consulta conversando sobre o tema com seus pacientes fumantes. Os resultados fazem parte do estudo STOP (Smoking: The Opinion of Physicians), feito pela Pfizer, que avaliou a opinião dos médicos sobre tabagismo. A pesquisa, foi realizada em 16 países. Foram entrevistados clínicos gerais e médicos de família.
Desculpas para a falta de iniciativa dos médicos com relação ao tratamento do tabagismo não faltaram: metade alegou não ter tempo, 46% priorizam outra condição médica e 38% afirmaram não ter o treinamento adequado para ajudar os pacientes a parar de fumar.

Segundo eles, tratar o tabagismo só perde para a obesidade em nível de dificuldade. Apesar de reconhecer o forte grau de dependência da nicotina, 92% dos médicos concordam que o abandono do cigarro depende principalmente da força de vontade dos fumantes.
Mais de 80% dos médicos consideram o fumo uma condição médica. E 86% deles acreditam que a cessação do tabagismo representa o maior passo para melhorar a saúde geral do fumante e de toda a população. Cerca de 20% dos médicos, no entanto, consideram que fumar não é um problema de saúde, mas uma opção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada oito segundos uma pessoa morre de uma doença associada ao cigarro.

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