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Pesquisa revela que 50% dos médicos paulistas apóiam medicina alternativa

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A crescente procura, por parte da população, pela chamada Medicina Complementar e Alternativa (MCA) tem feito com que o assunto receba atenção especial da classe médica. A tese de doutorado do médico Kazusei Akiyama, defendida junto ao Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, releva que 50% dos médicos residentes no município de São Paulo são favoráveis à utilização de práticas não-convencionais em medicina e 2/3 gostariam que as escolas médicas incluíssem esse tipo de disciplina nos currículos de graduação. Kazusei, que é clínico geral e especialista em acupuntura, procurou identificar as atitudes e experiências sobre a Medicina Complementar e Alternativa entre os médicos domiciliados em São Paulo, independente de suas especialidades. O especialista abordou 537 profissionais, utilizando um questionário específico, aplicado por meio de contato telefônico. A taxa de resposta foi de 68%. Os resultados mostram que 13% dos entrevistados já utilizam práticas não-convencionais em medicina junto aos pacientes, 88% notam demanda por essas práticas, 52% endossam ou prescrevem pelo menos um tipo de MCA, 20% têm treinamento em alguma modalidade de MCA e 5,8% referiram não terem tido contato profissional com MCA.
Ao serem indagados sobre a influência da Medicina Complementar e Alternativa, 61% afirmaram que há influência positiva para o resultado terapêutico do paciente, 42% acham que essas práticas alteram positivamente o trabalho do médico e 61% entendem que causam alguma ação sobre o resultado terapêutico.

Kazusei define a Medicina Complementar e Alternativa como o conjunto de técnicas de diagnóstico, cuidados com a saúde, tratamentos e intervenções terapêuticas que, em sua maioria, não são regulamentadas e não fazem parte dos currículos de graduação de Medicina, mas cuja utilização vem crescendo nos países ocidentais. É o caso da acupuntura, homeopatia, fitoterapia, medicina biomolecular, quiropraxia, aromaterapia, massoterapia, florais de Bach, medicina tradicional chinesa, radiestesia, cura espiritual e hipnose, meditação, entre muitos outros procedimentos. Apesar da homeopatia e da acupuntura serem reconhecidas como especialidades médicas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Kazusei justifica a inclusão delas na relação das MCA por elas não fazerem parte da grade curricular da maioria dos cursos de graduação de Medicina. Geralmente, elas são oferecidas em cursos de especialização.

Um dado relevante, na avaliação do médico Kazusei Akiyama, é que a grande maioria (91%) concordou que é importante o médico ter algum conhecimento em MCA. Por outro lado, 85% acharam que essas práticas só devem ser utilizadas se forem comprovadas cientificamente. Quanto ao treinamento, mais de 60% achou importante recebê-lo, inclusive na formação médica. As modalidades de Medicina Complementar e Alternativa que os entrevistados mais referiram conhecimento foram acupuntura, homeopatia, terapias em grupo, dietas alternativas e massagem. As menos citadas foram cura espiritual e hipnose, quiropraxia, florais de Bach e medicina tradicional chinesa.

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