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Pesquisa revela crise entre convênios privados e hospitais

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Resolver problemas com autorizações, glosas, pagamentos, trasferência de pacientes e pagamentos. Este foi o objetivo do encontro que reuniu nesta manhã, em São Paulo, as principais lideranças do setor de saúde durante a apresentação dos resultados da pesquisa encomendada pelo SindHosp ao Instituto Datafolha. Realizada entre maio e junho, o estudo entrevistou 82 hospitais de São Paulo, com os profissionais responsáveis pelo credenciamento dos planos de saúde na instituição, e veio confirmar o grave problema financeiro em que os hospitais privados se encontram, por conta das medidas adotadas pelos planos suplementares. “Só comprovamos cientificamente o que se está vivendo na prática”, observa o presidente do Sindhosp, Dante Montagnana.
O estudo apontou que os hospitais de São Paulo, em média, são conveniados a 66 planos de saúde, sendo que 26% possuem plano próprio. Entre as queixas, as autorizações de procedimentos ficam com 57% da insatisfação por parte dos prestadores de serviço, seguidos pelos 49% de problemas com glosas e 27% com falta de pagamentos. Além destes fatores, o relacionamento díficil, restrição a internações, tabela baixa de consulta e descumprimento de contratos também aparecem na lista dos motivos pelos quais as instituições deixariam de atender estes convênios.
O índice de satisfação com os serviços oferecidos pelas operadoras e planos de saúde, na opinião dos hospitais, também foi pesquisado, contando com categorais como “top of mind”, importância, faturamento, relacionamento e avaliação geral.
Na avaliação negativa, houve praticamente empate técnico, que possui margem de erro de 6%, e apontou a Samcil, Universo Saúde, Classes Laboriosas, Intermédica, Amil, Amico e Geap, como os mais citados em manterem um relacionamento díficil com os hospitais. Positivamente, a Sul América foi a mais citada com 48%, seguida pelo Bradesco Saúde (17%) e Unimed Paulistana (12%). O resultado do levantamento foi entregue também à CPI dos Planos de Saúde.
A versão completa da pesquisa poderá ser consultada no site do Sindhosp www.sindhosp.com.br

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