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Pesquisa médica na USP cresceu 300% em dez anos

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O número de pesquisas médicas da Universidade de São Paulo cresceu 300% nos últimos 10 anos, o de artigos científicos aumentou em 400% e o de teses de doutorado dobrou. Além disso, a captação de recursos das agências de fomento pulou de R$ 8,5 milhões para R$ 34,7 milhões. Os dados foram divulgados durante o Simpósio Avanços em Pesquisas Médicas, do dia 1º de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Foram apresentadas cerca de 650 pesquisas. O evento foi organizado pelos Laboratórios de Investigação Médica (LIMs) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.  
Alterações genéticas associadas à evolução do câncer; a detecção precoce de tumores; as perspectivas do uso do genoma humano; as doenças do envelhecimento e as provocadas pela vida urbana foram alguns dos temas tratados no simpósio.
“Este avanço é resultado da consolidação do modelo Fapesp de financiamento à pesquisa, do aumento dos recursos para investimento em ciência e tecnologia no País e da qualidade do aluno que vem estudar em nossos cursos na área médica”, disse o diretor-executivo do LIM, José Eluf Neto.
O objetivo do evento foi divulgar os principais estudos e promover a integração dos grupos de pesquisas. Em 2000, foram desenvolvidas 29 pesquisas colaborativas entre dois ou mais laboratórios. Em 2008, o número chegou a 191.
Outra meta foi impulsionar a transferência de conhecimento gerado na USP em benefício dos pacientes atendidos no Hospital das Clínicas. “O Brasil ainda tem dificuldade de transformar ciência em patentes, mas já há muitos procedimentos sendo aplicados na prática clínica, baseados em critérios rígidos de avaliação”, afirma Eluf.
O debate sobre o sequenciamento do genoma humano, o impacto no diagnóstico e a possibilidade de se prever o aparecimento de doenças nas famílias foram um dos destaques do evento.
No combate ao câncer, as novidades são os estudos que identificam alterações genéticas associadas à agressividade dos tumores, sua capacidade de gerar metástase e recidiva, que podem alterar e evitar tratamentos desnecessários, principalmente no câncer de próstata.
Uma nova tecnologia capaz de gerar imagens das transformações moleculares durante a formação dos tumores foi o tema dos professores Martin Pomper, da Universidade de John Hopkins dos EUA e Gary Kelloff do Instituto Nacional do Câncer dos EUA. O equipamento de tomografia por emissão de pósitrons (PET scan), usado para este tipo de exame, com capacidade de detectar tumores de cinco milímetros, acaba de ser adquirido pela USP.
Dados do simpósio
. Número de trabalhos apresentados: 650
. Número de pesquisas realizadas em 2008: 1.555
. Aumento do número de pesquisas entre 1998 – 2008: 300%
. Número de artigos publicados em revistas indexadas (2008): 922
. Recursos obtidos em agências de fomento à pesquisa (2008): R$ 34 milhões
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