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Pesquisa DataFolha: Persistência no diálogo é fundamental para sustentabilidade do setor

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“Para que esse relacionamento seja equilibrado e tenha sustentabilidade, com foco no consumidor, é preciso persistir no diálogo, e a mudança de postura precisa ser aperfeiçoada”. Esta é a opinião do presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão, que esteve presente no evento de divulgação da pesquisa do DataFolha, encomendada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e a FEHOESP – Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo. “Sem indicadores, ninguém faz gestão”, diz Abrahão, lembrando que não se pode ser omisso com a informação que esta pesquisa traz.

Assim como ele, Jorge Curi, presidente da APM, considera fundamental estreitar o relacionamento com os vários atores da cadeia. Para Curi, essa conversa precisa ser mais aberta para se poder incluir indicadores de saúde, e mais ágil, para não se perder mais tempo por causa de problemas de relacionamento. “É necessário pensar no usuário, claro, mas temos que pensar nos outros players ou não se atinge resultados. É preciso que haja uma discussão ética entre todos os atores envolvidos”.

Solange Beatriz Palheiros Mendes, diretora da Fenasaúde, considera o momento atual positivo para o mercado. “Houve mudança significativa na postura das operadoras em reconhecer o valor do médico, que estão conquistando uma evolução no pagamento das diárias e taxas, na implantação da CBHPM. A negociação e entendimento entre as partes é que vai levar a um melhor resultado”.

Segundo Ivo do Nascimento, da Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo (Ahesp-SP), essa pesquisa é importante por trazer subsídios para que se entenda e se conheça melhor os anseios de ambos e, assim, seja possível elaborar um plano de ação que seja mais rápido, eficiente e atuante.

De acordo com Selma Amaral, assistente da diretoria do Procon, é importante que seja debatido não apenas o relacionamento entre operadora e hospital, mas também a opinião do usuário nessa história.  E quanto mais informação se tiver sobre o assunto, mais fácil será encontrar soluções para que essa relação seja mais harmoniosa possível. “O consumo em saúde ainda é problemático, pois o usuário não tem informações suficientes para consumir saúde”, analisa.

Preocupado com o usuário, Everardo Braga, gerente estratégico de operações de produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ressalta que o problema de relacionamento entre operadoras e hospitais não deve se refletir no atendimento ao paciente

Na análise do presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, esta pesquisa tem o mérito de levantar a bola para que o setor melhore o relacionamento entre operadoras e hospitais. “O relacionamento entre o hospital e a operadora, assim como o da operadora com o médico precisa ser melhorado”, salienta Arlindo, lembrando que esse conflito não acontece apenas no Brasil, mas é uma realidade também nas empresas americanas. 

Para Almeida, é notório que as principais operadoras avaliadas com o melhor desempenho, também são as mais criticadas e isso aparece com freqüência na pesquisa. Para o presidente, que não considera o processo de verticalização adequado, isso acontece justamente nas operadoras que não possui hospital próprio.

“O relacionamento entre operadoras e hospital é puramente comercial”, opina Dante Montagnana, presidente do Sindhosp e Fehoesp. Quanto aos 64% que disseram que a contratualização não resolveu nada, Montagana diz que isso acontece por falta de indicadores.

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