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Pesquisa da Fiocruz investiga benefícios da revacinação com BCG

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Dados preliminares do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelam que a vacina BCG (contra a tuberculose) confere pouco menos de 50% de proteção. É um percentual pequeno, mas importante, já que a vacina protege principalmente as crianças recém-nascidas e contra as formas extra-pulmonares da tuberculose, que costumam ser as mais graves. O Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, realizou um estudo para checar se a revacinação com BCG aumentaria alguns parâmetros imunológicos associados à proteção contra a Mycobacterium tuberculosis, a causadora da doença. Os resultados obtidos sustentam que sim, informa a assessoria de imprensa da Fiocruz. A proteção conferida pela BCG varia de país para país. Geograficamente, a eficácia da vacina é baixa perto da linha do Equador e aumenta em direção aos pólos. Mas não havia um estudo populacional sobre a eficácia da vacina no Brasil. Em 1997, o ISC/UFBA, sob a coordenação do médico Maurício Barreto, teve a iniciativa de investigar cerca de 300 mil crianças, de sete a 15 anos, que moravam em Salvador ou Manaus e freqüentavam escolas da rede pública.
A presença daquela cicatriz característica no braço direito indica que a criança tomou a BCG. Os pesquisadores têm acompanhado meninas e meninos que receberam ou não a vacina ao nascer. O objetivo é determinar, ao longo do tempo, quantas em cada grupo desenvolvem tuberculose. Além disso, algumas crianças foram escolhidas randomicamente para a aplicação ou não de uma segunda dose da BCG. A idéia é verificar se a revacinação produz uma proteção adicional contra a tuberculose, cuja incidência no Brasil se concentra na faixa etária de 15 a 30 anos.

       
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