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Pesquisa busca nova abordagem para diagnóstico e prevenção de lesões dentárias

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Cientistas da UFABC desenvolvem trabalho na área de Engenharia Biomédica e de Biofotônica que pretende oferecer novos recursos para o diagnóstico precoce e tratamento minimamente invasivo da doença cárie. O estudo tem como base o uso de dispositivos ópticos e computacionais para realizar tomografias de altíssima resolução que não empregam radiação ionizante — técnica chamada de Tomografia por Coerência Óptica —, na análise odontológica de pacientes. Com resolução lateral de 7 micrometros  (1 micrometro equivale à milésima parte do milímetro), as imagens captadas pelo sistema em desenvolvimento conseguem verificar a ocorrência de danos no tecido dentário, que seriam imperceptíveis, por exemplo, em imagens obtidas por meio de radiografia odontológica convencional, cuja resolução encontra-se em torno de 500 a 700 micrometros.

De acordo com o estudo, o diagnóstico de lesões em estado inicial permite a remineralização dos dentes com técnicas que não necessitam das intervenções invasivas com as tradicionais pontas de alta rotação. Torna-se possível prevenir o surgimento ou progressão de lesões incipientes por meio de agentes tradicionais, tais como a aplicação tópica de flúor, ou mesmo por meio da irradiação laser, tecnologia de radiação também não ionizante e que tem demonstrado eficácia na prevenção de lesões de cárie e erosão dentária. Além de maior conforto aos pacientes, essas opções oferecem maior durabilidade ao tratamento.

Outra vertente do projeto é diferenciar o estágio da lesão de cárie já estabelecida por meio de padrões espectroscópios das lesões. Os dados apurados geram um conjunto de informações que permite levantar se há maior presença de colágeno íntegro, o que indica tecido saudável, ou mesmo se há contaminação bacteriana. Essa abordagem pretende identificar e propor ferramentas, também baseadas em radiação não ionizante, que possam nortear o cirurgião-dentista em tempo real sobre a necessidade e os limites da remoção do tecido cariado. Para uso em consultórios, no futuro, haverá um aplicativo que indicará ao profissional qual padrão espectroscópico equivale ao tecido em tratamento, mostrando a necessidade ou não de remoção de acordo com os princípios da mínima intervenção.

       
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