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Pesquisa avaliará a eficácia do atendimento oftalmológico no País

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O Instituto da Visão da UNIFESP, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), está realizando uma pesquisa pioneira para avaliar os serviços de assistência ocular e o impacto negativo da deficiência visual/cegueira na cidade de São Paulo. Este trabalho, implementado pela OMS em vários outros países, está sendo realizado pela primeira vez na América Latina. Em setembro do ano passado, foi realizada uma reunião da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, sobre a necessidade do aumento do acesso à assistência oftalmológica em todo o mundo, principalmente idosos e crianças. Na ocasião, o Brasil foi selecionado para dar início ao projeto, juntamente com o Chile, Rússia, Egito, Índia e Etiópia. Desde o início da pesquisa no Instituto da Visão, que já recebeu investimentos da ordem de US$ 100 mil, foram entrevistadas cerca de mil pessoas, com aplicação de um questionário que analisa especificamente informações sobre os serviços de assistência oftalmológica segundo os próprios pacientes, com questões sobre acesso ao tratamento, nível de satisfação, percepção do paciente sobre o profissional que prestou atendimento e privacidade. As pessoas com 50 anos ou mais são convidadas a participar de exame oftalmológico completo.
Os dados levantados permitirão o mapeamento dos principais problemas de saúde oftalmológica de cada país, bem como um estudo comparativo entre os diversos países estudados e a elaboração de novas políticas de saúde oftalmológica. A questão da cirurgia da catarata, por exemplo, demonstra que mesmo em países do primeiro mundo às vezes os resultados não são compatíveis com as expectativas da medicina e da população. Outro dado relevante é que a maioria das crianças de classes média e média alta que precisam de óculos, por exemplo, não estão usando.

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