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Paraná é referência em produtos para detecção de hanseníase

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Dois produtos utilizados como referência no Brasil para a detecção da hanseníase são produzidos pela Secretaria de Saúde do Paraná por meio do Centro de Produção e Pesquisa em Imunobiológicos (CPPI): o Antígeno de Mitsuda e o Fosfato de Histamina. O processo de produção do primeiro acaba de receber o certificado de qualidade ISO 9001. Já o Fosfato de Histamina está em fase final de testes e, no início de 2004, começa a ser enviado para o Ministério da Saúde (MS) repassar aos outros Estados, informa a Agência Brasil. O CPPI é o único laboratório do país a desenvolver o Fosfato de Histamina. O produto, quando pingado na pele saudável, produz uma mancha de coloração avermelhada e bolhas. “Já nas pessoas que estão com a doença, só aparecem as bolhas”, explica a farmacêutica do CPPI, Neide Binder. Durante o desenvolvimento do fosfato, o CPPI está sendo assessorado pela diretora do ambulatório de hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, Maria Eugênia Gallo.
O Antígeno de Mitsuda é fabricado desde 1990 pelo CPPI, que é o único centro distribuidor dos frascos do produto para todo o país. Apenas outras duas instituições ? uma em Manaus (AM) e outra em Bauru (SP) ? produzem o antígeno, mas só para consumo próprio. O produto é feito a partir dos hansenomas (feridas) existentes nos pacientes. É feita uma raspagem nas feridas e dela são fabricados os antígenos que, quando introduzidos na pele, auxiliam o diagnóstico da doença. Este ano foram fabricados 2.500 frascos de 10 ml cada do Antígeno de Mitsuda. Cada frasco permite a realização de sete testes.
A Fundação Pró-Hansen, que atende por mês cerca de 700 pacientes vítimas de hanseníase ou de outras doenças dermatológicas, utiliza desde o início das pesquisas o Antígeno de Mitsuda nos seus pacientes. “Nós já utilizamos outros antígenos do CPPI para hanseníase”, diz a presidente da Fundação, Ivone Tod Dechandt. “E o de Mitsuda ajudou muito no diagnóstico”, acrescenta. O médico sanitarista Rui Miranda, referência nacional da área de tratamento dermatológico, disse que a certificação confirma a qualidade dos serviços do CPPI. “Acompanho desde o início o trabalho do CPPI e posso dizer que é um dos grandes orgulhos do Paraná”, afirmou.
Testes como esses, bem como a melhora nos serviços de saúde e a maior capacitação dos profissionais, têm auxiliado o diagnóstico precoce. “Se a doença for detectada em sua fase inicial, as chances de o paciente ficar com seqüelas físicas são praticamente nulas”, explica a coordenadora estadual do controle da hanseníase, Rosana Ribeiro dos Santos. Em 2002, a média foi de 1,65 casos por 10 mil habitantes. “A nossa meta é eliminar esses casos até 2004”, afirma.

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