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Para Copa 2014, saúde contará com integração entre público e privado

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 ?Vamos ter que criar parâmetros permanentes de integração entre o público e o privado?, afirmou o secretario municipal de saúde de São Paulo, Januário Montone, durante a abertura do ADH 2011 São Camilo, que ocorre de 24 a 27 de maio, em São Paulo. Como a cidade de São Paulo não contará, na área da saúde, com investimentos federais específicos para a realização do Mundial, a saída é investir em Parcerias Público Privadas (PPPs) e prosseguir na terceirização da gestão em parceria com as Organizações Sociais (OS).
 Não há dúvidas de que as cidades sede, durante a Copa de 2014, servirão como vitrine do funcionamento dos serviços públicos, mas também não há certezas de que o sistema de saúde suporta o aumento de turistas nas cidades.  No caso da cidade de São Paulo,  será capaz de atender os estimados 50 mil visitantes durante a realização de jogos no possível ?Itaquerão?, localizado na zona leste de São Paulo.
 De acordo com o secretário, a conta é a seguinte: se o futuro estádio tiver 70 mil lugares e apenas 20 mil ingressos estiverem destinados ao país sede, a cidade receberá 50 mil estrangeiros. Os estrangeiros possuem seguro-saúde obrigatório e a parcela proveniente de turismo interno possui perfil de usuário de plano de saúde, mas o grande desafio é: onde atender?
 Desafios
 Enquanto os hospitais particulares estão concentrados na região central, a zona leste, local do futuro estádio, é uma zona crítica na área de saúde e carente de hospitais. A solução virá de investimentos de PPPs na cidade. ?Nosso projeto de parceria público- privada prevê a construção de três novos hospitais, a substituição de seis hospitais (que já existem, mas se tornarão PPPs), a reforma de três hospitais e a formação de quatro centros de diagnóstico por imagem?, afirmou Montone.
 A zona leste conta com forte presença de OS sob contrato da Congregação das Irmãs Marcelinas, das 41 unidades de saúde da região, 34 estão sob gestão da entidade, incluindo o Hospital Tiradentes . Além do próprio Hospital Santa Marcelina que é filantrópico, a região conta os hospitais municipais Waldomiro de Paulo (apenas 4 mil metros do estádio) e Tide Setúbal que serão ampliados e que terão os serviços não-clínicos terceirizados a concessionários em um projeto de PPP.
Os hospitais contarão com investimento de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 milhão na primeira etapa do projeto e o restante durante os 15 anos de concessão. De acordo com o secretario a previsão do funcionamento dos hospitais de 12 a 18 meses e a tempo de atender a demanda durante o Mundial.
 Também está em consulta pública, a criação de centros de vigilâncias epidemiológica em hospitais privados.

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