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Uma organização fortalecida que permita realizar um planejamento a longo prazo era o que o Hospital do Coração (HCor) buscava quando optou pela Governança Corporativa em meados de 2006. “A gestão se confundia com a organização da Associação do Sanatório Sírio. Entendemos que era necessário uma organização que cuidasse da gestão do negócio em si”, conta o superintendente da filantropia do HCor de São Paulo, Luiz Henrique de Almeida Mota. Tal movimentação na gerência do hospital ganhou uma motivação extra com a acreditação concedida pela Joint Commission International (JCI), no mesmo ano. “Com a acreditação também foram aparecendo necessidades latentes na gestão”, lembra Mota.

Motivada, a gestão do HCor passou a organizar os decisores, que mantiveram como figura máxima da instituição o cardiologista Adib Domingos Jatene, diretor geral, além da assembleia de sócios da Associação Sanatório Sírio e ainda superintendências. Respondendo diretamente à diretoria, elas foram divididas por setores: Médica, Operacional e Assistencial. Juntas, respondem por instâncias intermediárias no conjunto de operações do hospital. Outra novidade foi o Comitê Estratégico de Negócios, também ligado diretamente à diretoria. “Essa estrutura trouxe mais agilidade e distribuição dos processos de gestão”, acredita o superintendente.

Cada um com seu expertise

Na superintendência médica, que também encabeça os projetos comerciais do HCor, passou-se a investir mais e mais em iniciativas que envolvessem os profissionais e por fim aproximassem o corpo clínico da gestão. Uma das ferramentas encontradas foi o próprio portal do hospital, que separou uma área virtual exclusiva para esses colaboradores. O espaço surgiu para reunir informações relevantes e também ferramentas de apoio à prática da medicina. “Nosso relacionamento se tornou mais próximo”, festeja Mota. No quesito comercial, a nova gestão começou a estruturar e veicular melhor suas estratégias de marketing, ou seja, seus novos negócios e produtos. “Passamos a priorizar ações que favorecessem a saúde e não a doença. Com isso nossa exposição de mídia foi muito positiva.”

Já na área Operacional, que envolve setores como hotelaria e farmácia, permitiu-se que os gestores cuidassem diretamente da infraestrutura do hospital. “Nosso foco passou a ser a hotelaria e a hospitalidade do paciente. A partir disso, criamos um departamento qualificado para atender o cliente internacional”, revela Mota. Com a parceria da Superintendência Assistencial, o cuidado do paciente se tornou mais global, pois o foco desse setor se firmou no cuidado e na segurança do paciente, fortemente orientado pelo padrão de cuidado multidisciplinar tão difundido na acreditação Joint Commission International.

A manutenção de um hospital com 268 leitos e com expertise específico exigiu do HCor uma atenção redobrada na movimentação do mercado hospitalar. Para justamente se manter coerente com os desafios novos e futuros, são realizadas reuniões semanais com todos os decisores. “Essa forma de organização, com a contribuição do Comitê Estratégico, passou a planejar e executar de forma adequada os projetos do hospital. Nossa capacidade de resposta aumentou”, revela Mota. Um exemplo dos resultados dessa nova forma de ver a gestão do hospital foi a inauguração da unidade Fetal HCor no começo deste ano, parte integrante do serviço de cardiopatias congênitas e cardiologia pediátrica do hospital e com foco nas gestantes. A unidade, que recebeu um investimento de R$ 4,2 milhões, conta com uma estrutura especializada e multidisciplinar, de cardiologistas fetais, pediatras, obstetras, enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais. “Trata-se de uma área de alta complexidade, com possibilidade de cirurgia intra-uterina”. Segundo Mota, foi baseada na vasta experiência do hospital com cardiologia e também numa demanda no mercado, que se abriu a possibilidade de criar um tipo de negócio inédito para o HCor. Os resultados desse projeto podem ser provados com números: só este ano foram realizadas 500 cirurgias de cardiopatia congênita. “Uma gestão que parte do conceito de Governança Corporativa permite um planejamento a longo prazo. Contamos hoje com uma infraestrutura fortalecida.”

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