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PACS para o SUS

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Sempre com recursos escassos, o setor público de saúde não pareceria, num primeiro momento, o cliente ideal para uma empresa que vende PACS (Picture Archiving Communication System). “Pelo contrário, nosso maior foco é no setor público, que, pelo volume de exames processados, demanda uma solução mais robusta e que ofereça mais praticidade”, afirma o gerente de produto da Vepro do Brasil, Daniel Martins.
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A empresa tem trabalhado tanto com licitações, como com as Santas Casas. “Hoje, 90% do nosso faturamento vem de hospitais que atendem pelo SUS. Entre nossos clientes estão o Hospital de Base de São José do Rio Preto, o Hospital das Clínicas de Juiz de Fora e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).”
Hospitais não-informatizados”Nestes hospitais, a idéia do PACS é viabilizada de várias formas, até mesmo em instituições que ainda não estão informatizadas. A Santa Casa de Votuporanga é um exemplo disso. Com o CR (radiologia digital) e o PACS, eles atingiram o teto de atendimentos pelo SUS e abriram as portas para a possibilidade de atender também o setor privado. O SUS ganha uma tecnologia de ponta e o hospital consegue equilibrar o orçamento. O conceito ideal de PACS, filmless e paperless, também traz economia, primeiro com o corte de filmes e depois com a redução de mão de obra”, analisa Martins.
De acordo com o executivo, cada vez mais o Ministério da Saúde vem recebendo pedidos para a compra de PACS para hospitais públicos. “Acredito que é porque estes administradores descobriram que a gestão da informação é a única meio para que as instituições deixem de ser deficitárias e ganhem mais qualidade assistencial.”
Mas nem tudo é positivo nos negócios com o setor público. “A lei de licitações é muito difícil. Ela segue a descrição do produto e compra pelo menor preço. Como o PACS é uma tecnologia relativamente nova, a descrição não é muito precisa e muitas vezes o hospital não sabe o que está comprando”, avalia.
Para o executivo, o ideal seria que a licitação contemplasse mais itens. “O PACS precisa de uma descrição ponto a ponto, do hardware ao software. Muitas vezes o hospital adquire a solução, mas não sabe quanto vai custar o backup das imagens, o contrato de manutenção, etc. Com isso, a contratação só pelo preço inicial é péssima, já que o custo com os outros serviços acaba sendo bem mais alto”, conclui Martins.

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