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Pacientes do SUS vão receber medicamentos em estações do metrô

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Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de São Paulo terão acesso a remédios gratuitos distribuídos em dez estações do Metrô, a partir de setembro. É o programa Farmácia Dose Certa, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde, que irá colocar à disposição dessas pessoas 40 tipos de medicamentos básicos em postos instalados nas estações Saúde, Ana Rosa, Sé, Santana, Tucuruvi, Barra Funda, Brás, Guilhermina-Esperança, Itaquera e Clínicas, informa a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde. Para receber os remédios, cada usuário deverá levar receita médica emitida por posto de saúde ou hospital da rede pública. As receitas deverão conter o nome do princípio ativo do produto, não a denominação comercial. Os medicamentos escolhidos para distribuição, fabricados pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), serão analgésicos, antitérmicos, antibióticos, antiinflamatórios, xaropes, vitaminas, pomadas e remédios para hipertensão.
A Furp, que tem sua fábrica em Guarulhos, município da região metropolitana da capital, passará a dispor de mais uma unidade produtora a partir de 2006. Na semana passada, o governo do Estado de São Paulo assinou contrato para início das obras da nova fábrica em Américo Brasiliense, na região de Araraquara.
A licitação para a construção terminou em maio e a vencedora foi a MPD Engenharia, que apresentou proposta de R$ 15,4 milhões. O valor foi considerado 32,4% menor que o preço estimado inicialmente, de R$ 22,8 milhões. A primeira fase da obra deverá começar em 30 dias e está prevista para durar oito meses. Ao todo, a segunda unidade da Furp deve custar em torno de R$ 115 milhões, sendo R$ 70 milhões em obras de edificação e os R$ 45 milhões restantes em equipamentos.
Quando estiver concluída a segunda fase, a Furp de Américo Brasiliense poderá iniciar o processo de produção. Vai contar com um edifício industrial de 18,8 mil metros quadrados, feito com base em pré-moldados de concreto, facilitando futuras ampliações e ritmo rápido de construção.
A capacidade produtiva mensal será de 1,8 milhão de ampolas e 100 milhões de comprimidos. A unidade contará inicialmente com linha de produção de anti-hipertensivos, antidiabéticos, antiinflamatórios, cardiovasculares e mais 17 produtos injetáveis em ampolas.
A Furp iniciou atividades em março de 1974, num prédio da capital. Na época, fabricava medicamentos para combate de endemias como meningite e cólera. Dez anos depois, a produção mudou para novas instalações em Guarulhos, onde está até hoje, num terreno de 220 mil metros quadrados com 16,5 mil metros quadrados de área construída.
Produz atualmente 63 tipos de remédios e outros 13 itens destinados a programas específicos do Ministério da Saúde para combater tuberculose, hanseníase e aids. Registrou, no ano passado, faturamento de R$ 193,8 milhões, aumento de 28% em relação aos R$ 151,4 milhões do período anterior.
No segundo semestre deste ano, a Furp terminará a reforma no setor de sólidos e ampliará a capacidade produtiva de comprimidos em aproximadamente 720 milhões de unidades. Serão fabricadas 60 milhões de unidades a mais por mês. Em 2001, realizou sua primeira exportação, atendendo ao pedido do governo de Luanda (Angola) para medicamentos contra aids.
A idéia da Furp como centro de produção de remédio para população carente surgiu em 1967, entre professores e alunos da Faculdade de Farmácia e Bioquímica da USP. Hoje, Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

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