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Outubro: Mês do Empreendedor Paulista! Parabéns!

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Mais 2 dias e estaremos em Outubro, o mês do Empreendedor Paulista.  Não quero fazer nenhuma homenagem, estátua ou poema de exaltação dessa figura sem dúvida importantíssima para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, mas sim, mais ludicamente ainda, questionar que face teria essas estátua, que coisas diria em sua homenagem ou quantos versos mereceriam um poema dedicado à eles.

Acabei de receber um e-mail do Sebrae com o seguinte texto:

“Ser empreendedor, significa dar início a um sonho, ou seja, pôr um  projeto em execução, e uma definição muito clara, é a pessoa que sonha, mas com os dois pés no chão. Alguém que convive bem com riscos, se forem bem calculados. Alguém com energia, iniciativa e garra. Um otimista, profissional que suporta frustrações sem perder a visão de sonho. Alguém que individualmente ou em sociedade domina as competências (conhecimento, habilidade e atitude) em termos comerciais, tecnológicos, administrativos, estratégicos, financeiros e de liderança.”

Eu completaria esse texto facilmente com “Enfim, o empreendedor é esse cara perfeito”.

Me sinto até bobo em falar que isso é bobagem, com todo respeito ao Sebrae e à pessoa que escreveu isso, mas esse cara não existe. Já conheci muitos empreendedores reconhecidos e, definitivamente, nenhum deles era perfeito assim.

Uma classificação comum é a do “empreendedor por necessidade” em comparação ao “empreendedor por oportunidade”. O primeiro se referindo principalmente aos pobres, tendência forte na Ïndia e na China (também no Brasil, porém com menos profissionalização e capacitação técnica), e o segundo referindo-se ao capacitado, sonhador, que poderia ter um bom emprego, mas empreende por um sonho.

Me considero um empreendedor por necessidade, mas não sou pobre apesar de também não ser rico, mas empreendedor por necessidade de empreender, por inquietação, por achar chato seguir algo que está pronto, traçar o caminho já traçado. Estudar numa boa universidade é legal, mas 720 pessoas estão fazendo o mesmo que eu. Fazer um bom MBA é importante, mas no máximo pode te levar a ter um salário interessante. Inovar dentro de empresas dos outros é muito legal, pode dar um bom retorno financeiro e um reconhecimento razoável, mas é perder a vida construindo piramides para que outros passem a eternidade dentro delas.

O livro Pai rico, Pai pobre (se você ainda não leu, pare de ler esse post, pare qualquer outra coisa que esteja fazendo, pare de respirar e vá ler) traz esse conceito dizendo não para nos tornarmos mais employable(“empregável”), mas sim para nos tornar-nos tão bons a ponto de sermos unemployable (“inimpregáveis”), talvez quase tão bons quanto o cara perfeito que esse e-mail do Sebrae quis caracterizar, mas tem muito mais a ver, sem dúvida, com atitude do que com conhecimento.

Empreenda!

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