Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

Os mecanismos para combater a inflação

Publicidade

A alta do IPCA em novembro foi motivada, uma vez mais, pelo grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços aceleraram ao passar de 1,89% em outubro para 2,22%, o que levou a um impacto no resultado do mês de 0,51 ponto percentual, ou seja, o grupo respondeu por 61% do índice. O mês de novembro caracterizou-se pela maior taxa do grupo Alimentação e Bebidas desde dezembro de 2002, quando a alta foi de 3,91%. As maiores pressões no grupo advieram, a exemplo do mês anterior, do subgrupo Alimentação no domicílio, com alta de 2,76% e contribuição de 0,41 p.p. na taxa geral. Os maiores destaques ficaram com as carnes (10,67% de variação, significando um aporte de 0,25 p.p. na taxa geral e foi o item com maior contribuição individual no mês). Outros alimentos que tiveram altas importantes foram os Açúcares e derivados (alta de 5,01% e contribuição de 0,04 p.p.), decorrentes de variações de 8,57% para o açúcar cristal e 6,52% nos preços do açúcar refinado. Outros produtos alimentícios com alta mensal, porém em proporção muito menor, foram carnes e peixes industrializados (2,58%), aves e ovos (2,34%), panificados (1,05%), bebidas e infusões (1,38%), leite e derivados (0,83%) e óleos e gorduras (2,05%). Esses seis itens responderam por 0,11 p.p. na taxa mensal. Houve igualmente aceleração dos preços no subgrupo Alimentação fora do domicílio, que registrou alta de 1,20% em novembro (0,95% em outubro) e contribuição de 0,10 p.p. para a taxa global do IPCA.
 Conheça outras análises macroeconômicas no portal do Iedi.
O comportamento dos preços dos alimentos vis a vis à taxa geral revela trajetórias no mesmo sentido, porém em intensidade muito distintas. Os preços dos alimentos iniciaram o ano com taxa acima de 1%, tendo atingido pouco mais de 1,5% em março, quando inicia um movimento de recuo para atingir -0,9 em junho. A partir de julho, as taxas são crescentes em escala exponencial até o mês atual, mais do que compensando a queda verificada no primeiro semestre. A taxa geral mostra queda gradual de 0,75% para 0,43% em maio, estabiliza-se em zero nos meses de junho a agosto, para retomar as altas em resposta à pressão dos produtos alimentícios. O resultado acumulado nos primeiros onze meses mostra variação de 5,21% para o IPCA geral, enquanto os alimentos atingem 8,95%.
Nos produtos e serviços não alimentícios, a variação foi 0,41% em novembro. No grupo Transporte a taxa de variação foi bem mais reduzida (0,13% ante 0,36% em outubro), por conta, principalmente, da queda nas passagens aéreas (-1,26%) e no seguro voluntário para veículos (-7,37%), além da redução no ritmo de crescimento de preços dos combustíveis (0,95%). O etanol desacelerou para 2,97% (7,41% em outubro), levando a gasolina para 0,81% (1,13% no mês passado). O grupo Artigos de Residência, único grande grupo a registrar queda de preços (-0,12%), teve este resultado puxado pelos preços dos itens eletrodomésticos (-0,92%), TV, Som e Informática (-2,43%), além de desaceleração de outros, como mobiliário (0,75% em novembro ante 1,08% em outubro) e consertos e manutenção (0,34% ante 0,60%).
Os demais grupos registraram alta na taxa mensal. Habitação (0,57% em novembro ante 0,48% em outubro) refletiu aumento dos aluguéis (1,05%), condomínio (0,88%) e energia elétrica (0,48%). No caso da energia elétrica, o aumento médio nas contas refletiu parte do reajuste de 2,0% incidente sobre as tarifas de uma das empresas que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, em vigor desde o dia 07 de novembro. Refletiu, ainda, parte do reajuste de 3,9% ocorrido em 25 de outubro em uma das empresas de Porto Alegre, além de variações nos impostos de outras regiões. No grupo Despesas Pessoais (0,74% ante 0,64% no mês anterior), a pressão foi exercida pelos salários dos empregados domésticos (1,34% contra 1,21% em outubro). Destacaram-se, também, os serviços de costura (1,75%), manicure (1,14%) e cabeleireiro (0,82%). As tarifas de telefonia fixa tiveram aumento médio de 0,39% (0,23% em outubro), refletindo reajuste praticado por uma das empresas de telefonia, o que pressionou o grupo Comunicação (0,42%). Nos artigos de Vestuário, grupo de maior variação nos não alimentícios, a variação passou para 1,25% (0,89% em outubro), com destaque para as roupas (1,39%), que já haviam subido 0,63% no mês anterior, respondendo à entrada da nova coleção para o verão e aumento do consumo para as festas de final de ano. Os produtos e serviços de saúde tiveram alta de 0,36% (0,26% em outubro) em decorrência das altas nos serviços médicos e dentários (0,55%) e planos de saúde (0,58%).
Inflação Acumulada. No ano (janeiro a novembro), o IPCA acumula alta de 5,25% situando-se bem acima do patamar registrado em igual período de 2009 (3,93%). Nesta leitura, as maiores influências se originaram, uma vez mais, nos preços do grupo Alimentação e Bebidas, com alta de 8,95%, que significou uma contribuição de 2,02 p.p. ou 39% da taxa. Os subgrupos com maiores variações foram Carnes (26,81%), Cereais, leguminosas e oleaginosas (24,13%) Açúcares e derivados (12,24%) e Leite e derivados (10,43%). Despesas Pessoais foi o segundo grupo de despesas com maior contribuição (0,69 p.p.) ao registrar variação de 6,76%% no ano, seguindo-se Educação (variação de 6,16% e contribuição de 0,44 p.p.).
Em doze meses terminados em novembro, o IPCA acumula variação de 5,63% (alta de 5,20% em outubro e de 3,93% em doze meses terminados em novembro de 2009). A alta de 9,21% em doze meses no grupo Alimentação e Bebidas responde por 2,07 p.p. da variação global, seguido por Despesas Pessoais (aumento de 7,25% e contribuição de 0,74 p.p.), Vestuário (alta de 6,89% e contribuição de 0,46 p.p.), Educação com alta de 6,17% e contribuição de 0,45 p.p., além de Transporte (incremento de 2,91% e contribuição de 0,56 p.p.) e Habitação com alta de 4,64% e 0,62 p.p. de contribuição à taxa geral.
Em novembro, os preços livres registram aceleração frente ao mês anterior, ao passar de 0,94% para 1,04%. Na variação acumulada em doze meses, esses preços registram alta de 6,59%. Dentro desse grupo, os comercializáveis tiveram aceleração de 1,00% para 1,53% na virada do mês enquanto os não comercializáveis recuaram de 0,88% para 0,60%. Os bens e serviços monitorados ficaram relativamente estáveis (0,33% ante 0,30% em outubro) e recuaram na leitura de doze meses, para 3,38%.
Na classificação por categoria de uso, houve estabilidade nos preços dos produtos duráveis (-0,05%), que acumulam alta de 1,26 nos doze meses terminados em novembro, muito abaixo da taxa geral do IPCA. Os semiduráveis e não-duráveis mostraram aceleração da média de preços, com altas de 0,99% e 1,86% na leitura mensal, respectivamente. Nos últimos doze meses, esses produtos registram altas de 5,69% e 7,88%. Na composição em doze meses, os itens de serviços se mantêm na liderança da alta de preços (7,35% ante 7,19% no mês anterior), embora com desaceleração no registro mensal (0,46% ante 0,49% em outubro).
Você tem Twitter? Então, siga http://twitter.com/#!/sb_web e fique por dentro das principais notícias de Saúde.
 
 
 

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta