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Ortopedistas se mobilizam contra os Planos de Saúde

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Os ortopedistas de todo o Brasil, por meio da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), se mobilizam para garantir o repasse do reajuste dos Planos de Saúde para consultas e procedimentos médicos. No período de 1996 a 2002, a Agência Nacional de Saúde (ANS) concedeu aumentos
para as operadoras que hoje acumulam 114%. Percentuais que não foram repassados aos médicos, informa a Assessoria de Imprensa da SBOT. Para tentar reverter esta situação, começou a circular por todo o País um Termo de Compromisso a ser assinado por médicos de todas as categorias se comprometendo em não mais atender fora dos valores estabelecidos pela recém-criada Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Mais de mil médicos já aderiram. “Ao assinarem esse Termo, os médicos assumem, inclusive, estarem cientes das punições cabíveis para o descumprimento dele”, afirma Neylor Pace Lasmar (ex-médico da Seleção Brasileira de Futebol) e atual presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot). Ele faz uma comparação com o salário mínimo enquanto em 1996 o valor de uma consulta correspondia a 23% do salário mínimo hoje, está em torno de 10%.
Lasmar considera que a recuperação dos valores pagos aos médicos, com base nessa nova classificação, representa mais que a valorização profissional: o resgate da dignidade da categoria. Tanto que o primeiro ato de sua gestão foi exatamente criar o Conselho Nacional de Defesa Profissional da Sbot, com representantes de todos os Estados. Segundo Lasmar, não se trata de defender reajustes para o consumidor, mas, sim, o justo repasse dos aumentos já aplicados pelas operadoras de planos de saúde.
A definição da nova tabela conseguiu mobilizar representantes de todas as especialidades médicas, que se reuniram e estudaram as novas mudanças nos últimos 40 meses. Foi a primeira vez que as sociedades abriram mão de estabelecer seus próprios procedimentos em prol deuma “tabela” única.
Lasmar pondera, ainda, que essa falta de repasse compromete a formação continuada dos médicos e a manutenção de consultórios e clínicas. Pesquisas da Sbot junto a seus associados revelou que 66% dos ortopedistas atravessam momentos “difíceis” em seus consultórios e clínicas por registrar uma receita igual ou inferior às despesas.
Essa realidade acarretou problemas para centenas de médicos. Só no Rio de Janeiro 90% das clínicas ortopédicas fecharam. Já, em São Paulo, nos últimos seis anos, a falência chegou a 50%.

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