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Opinião: Prontuário Eletrônico Ambulatorial – Um âmbito com necessidades diferentes do hospitalar

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Embora vários fatores devam ser levados em conta na seleção de um Prontuário Eletrônico do Paciente, um dos erros mais freqüentes é tentar adaptar para o ambiente ambulatorial um prontuário hospitalar.
Anualmente, a cada 1000 pessoas que tiveram algum sintoma, apenas 835 informam o fato. Dessas, 327 procuram atendimento: 217 vão a um consultório médico, 13 vão a um serviço de emergência e apenas 8 são internadas em um hospital.
A demanda no atendimento hospitalar se realiza em um só âmbito físico, acontece devido a doenças que exigem intervenções intensivas e objetiva a cura. Na área ambulatorial, o atendimento é contínuo, realizado por vários prestadores. O paciente pode ter problemas que exigem intervenções curtas, prolongadas ou permanentes, tendo como objetivo a manutenção da saúde, a gestão de problemas agudos e crônicos e a prevenção.
O maior desafio do atendimento ambulatorial é modificar hábitos de saúde, cuidar de doenças crônicas e otimizar a terapêutica. Para responder a estas necessidades, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) ambulatorial deve funcionar de forma segura, via web, e administrar os problemas de saúde que os pacientes – particularmente os idosos – apresentam na consulta.
O PEP ambulatorial auxilia na implantação de protocolos preventivos, de diagnóstico e tratamento de doenças crônicas, centralizando informações e gerando recomendações, alertas e lembretes conforme as necessidades do paciente. Já está provado que estas ações são as mais eficientes para o sucesso dos programas de doenças crônicas.
No âmbito ambulatorial, a participação do paciente é mais ativa. É ele quem define se vai à consulta, se cumprirá as indicações médicas e se fará os exames periódicos. O PEP ambulatorial deve integrar o paciente ao cuidado da sua saúde, facilitando a comunicação com o médico. Funcionalidades como lembretes, instruções, conteúdos personalizados e acesso a resultados de exames via web ajudam o paciente a ter os devidos cuidados.
É preciso que a aplicação ambulatorial facilite o processo de encaminhamento eletrônico e se adapte aos profissionais que precisam agir à distância, integrando a assistência e facilitando a coordenação com médicos que utilizem o mesmo ou outro sistema de registro. Deve também permitir a solicitação eletrônica dos procedimentos e seus resultados, diminuindo o trabalho de carga de informação e os pedidos desnecessários de exames.
A agenda do PEP ambulatorial deve monitorar os pacientes que não foram à consulta, principalmente os de alto risco ou com doenças crônicas.  A prescrição eletrônica de medicamentos com alertas para renovação pode ser impressa e enviada à farmácia, gerando uma importante redução dos erros médicos. Além disso, o registro das práticas preventivas no PEP ambulatorial (imunização, cuidado pré-natal, etc.) deve permitir sua adaptação às características etárias e de sexo, e também aos riscos específicos do paciente. É, ainda, um excelente avaliador da acessibilidade da população aos serviços de saúde, facilitando uma gestão pró-ativa.
Independentemente das características relativas ao trabalho assistencial, o PEP ambulatorial deve facilitar a integração e a análise de informações para que auditores, gestores e diretores médicos tomem decisões nas áreas de gestão clínica como análise epidemiológica, de utilização, custos e qualidade. Com estes dados é possível extrair relatórios, indicadores e navegar utilizando variáveis multidimensionais que sustentem estratégias de curto, médio e longo prazo.
Por fim, o atendimento ambulatorial tem características quantitativas e qualitativas próprias. Sua complexidade exige aplicativos criados especificamente para esse âmbito de modo que se possa aproveitar ao máximo a oportunidade de implementar um atendimento de saúde eficiente em termos de custo e qualidade.
*Edgardo Vázquez é Presidente e sócio-fundador do VinculoMedico Internacional

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