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“Operadoras precisam mudar a forma de pagamento”

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“As operadoras perceberam que se não mudarem a forma de pagamento que se tem hoje, elas não sobreviverão por muito tempo no mercado”, afirma o diretor da Nagis (Núcleo Avançado de Gerenciamento e Informação em Saúde), César Abicalaffe.

O modelo de pagamento por performance chegou ao Brasil há cerca de dois anos focado em entender a lógica e a realidade do País. A essência da remuneração médica brasileira é por procedimentos, assim, buscou-se o que estava sendo implantado nos mercados inglês e americano sem copiá-los, de forma a criar uma remuneração variável para o profissional médico que fosse baseada no seu desempenho. “É um modelo 100% brasileiro que já está em andamento em algumas operadoras de planos de saúde do interior paulista e do Paraná”, conta.

Para Abicalaffe, o modelo tem algumas premissas de extrema importância, uma delas é que deve ser criado medidas que melhore a qualidade da assistência, buscando indicadores de acordo com a característica de cada empresa. A avaliação é feita em comparação com o padrão de referência que determina o nível de performance de cada profissional, relacionado com a sua especialidade e o seu perfil de atendimento.

A quantia que o profissional médico vai receber será definida por meio desses passos, que pode ser um percentual do que ele fez, pode ser um valor fixo, ou até mesmo uma parte do salário. “Apenas recomendamos que este bônus seja sempre adicional. O modelo não deve retirar o ganho do profissional, muito pelo contrário.”

O grande problema desse modelo no Brasil é que os médicos são baseados numa tabela de honorário, sem princípios de cuidado. Segundo o executivo, quando incluído nesse valor um adicional por desempenho o profissional passa a tratar melhor as pessoas e acaba tendo certos princípios indispensáveis para um bom atendimento.

No modelo inglês o médico recebe por vida numa área de abrangência, já nos Estados Unidos alguns modelos ainda recebem por procedimentos, enquanto a maioria recebe por salário, como é o caso da Kaiser Permanente.

Outra diferença entre os modelos internacionais é que na Inglaterra o programa é similar em todo País, já o americano funciona de acordo com cada região. Além disso, o primeiro modelo utiliza de vários indicadores diferentes, enquanto nos Estados Unidos utilizam-se apenas os indicadores mais importantes relacionados ao pagamento.

“O bônus que nós pagamos por performance é menos que os 25% pagos na Inglaterra. A nossa média, considerando todas as regiões e operadoras de planos de saúde, é de 7,25%”, explica a direta de treinamento da Kaiser Permanente, Molly Porter.

O modelo de pagamento por performance implantado pela Kaiser é predominante no estado da Califórnia. Atualmente, a operadora projeta expandir o programa nas demais regiões americanas, sem sair dos Estados Unidos.

Assista a entrevista na íntegra!

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