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Operadoras: perspectivas para a saúde em 2010

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Entre as operadoras, a retomada dos níveis de emprego, que já atingiram o patamar pré-crise, e o aumento de renda de 6,5% entre outubro de 2008 e outubro de 2009 levaram ao crescimento do número de beneficiários.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras de planos de saúde cresceram 1,6% no terceiro trimestre de 2009, sendo que as filantropias tiveram o melhor desempenho (crescimento de 2,4%) e as autogestões, o pior (redução de 0,2%). Neste período, a ANS cancelou 90 registros e autorizou 29.

A melhora no número de beneficiários não se refletiu apenas em vantagens para estas empresas, já que a sinistralidade sofreu aumento de 4,3 pontos percentuais entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2009. Na análise do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), a crise econômica pode ter aumentado o uso dos serviços, já que a população se tornou mais vulnerável às doenças e busca usar os serviços ou antecipar os procedimentos eletivos por conta do temor de desemprego e consequente perda do plano de saúde.

O aumento da utilização dos serviços também fez com que as despesas das operadoras crescessem mais rápido que o PIB e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH) de 2009, calculada pelo IESS, foi de 14,2% comparada a 2008, ante variação de 10,75% em 2008, com relação a 2007.

As despesas com consultas representaram 10% do total e as internações, 60%.

O valor médio das consultas ficou em R$ 50 e as internações variaram de R$ 4 mil, para a faixa etária de 24 a 33 anos, a R$ 11 mil, para os pacientes acima de 59 anos.

Quanto à concentração de mercado, num ano marcado por fusões e aquisições, a exemplo da compra da Medial Saúde pela Amil no final de 2009, os índices ainda são baixos e não devem comprometer a competitividade, de acordo com a análise do IESS. Os movimentos de consolidação devem se manter em 2010, assim como a tendência de aumento da cobertura.

O instituto aponta que a média de beneficiários por operadora é de 35 mil, ante 196 mil nos Estados Unidos. Por isso, a consolidação ainda aparece como uma vantagem, já que permite a diluição dos riscos de sinistro e das despesas administrativas. O levantamento mostra que operadoras com menos de 30 mil vidas tendem a ter resultados operacionais negativos.

Embora na média brasileira a concentração de mercado não seja considerada preocupante pelo IESS, alguns Estados já apresentam níveis acima dos desejados, como Acre, Amapá e Ceará. Em contrapartida, São Paulo é o Estado mais competitivo do País.

Nas previsões do IESS, deverá haver uma redução do número de operadoras em nível nacional, mas aumento em nível estadual, por causa da ampliação da área de cobertura das empresas que atuam neste mercado.

Entre as decisões que deverão ter mais impacto entre as operadoras de planos de saúde em 2010 estão o novo rol de procedimentos, que entra em vigor em abril, e a Resolução Normativa 204, que distingue os planos coletivos entre empresariais, que respondem por 60,2% do total desta modalidade, e por adesão, que representam 39,6%. A RN determina que os planos empresariais com mais de 30 vidas estarão isentos de carência e cobertura parcial, que seja feito apenas um reajuste a cada 12 meses e que sejam extintos os planos por adesão que não tiverem caráter profissional, classista ou setorial.

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