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Operadoras discutem relação com hospitais

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A relação entre hospitais, operadoras e clientes deveria ser harmoniosa, já que existe uma questão de coexistência em jogo. No entanto, nem sempre essa relação beira o saudável. Encontrar alternativas para que tais atores alcancem um entendimento vai além da questão de bom relacionamento. Trata-se de sobrevivência. “Precisamos, com urgência, encontrar um entendimento entre as partes”, analisa o superintendente geral de Operações do Hospital Samaritano de São Paulo, Sérgio Lopez Bento. O superintendente foi um dos palestrantes de um evento que reuniu em São Paulo nesta sexta-feira, 29, representantes e personagens envolvidos no segmento de saúde suplementar. A pauta do encontro: a gestão na nova realidade de negócios.

Para o superintendente geral de Operações do Hospital Samaritano, uma das questões com maior peso na relação entre hospitais, operadoras e clientes é em relação aos gastos com insumos hospitalares, que no caso do Hospital Samaritano, atingem 55% da formação do resultado operacional. “Não é uma situação tranquila para os hospitais. Há uma tensão a respeito.” Diante disso, Bento aponta que é preciso encontrar maneiras de se reverter o peso dos insumos. Tendo em vista que as operadoras têm interferido cada vez mais na compra de insumos, o superintendente afirma que é preciso que os médicos sejam mais envolvidos na busca de entendimento entre os atores da saúde, além da necessidade de haver uma melhoria na remuneração por parte das operadoras e redução da burocracia dos relatórios médicos e autorizações. “Precisamos oferecer ao médico uma melhor remuneração e ambiente de trabalho. Assim ele não se sentirá tentado a realizar parcerias com fornecedores que não oferecem a melhor oferta financeira ou que se mude para outra instituição de saúde que lhe dê mais liberdade.”

Outro assunto que levantou várias questões no encontro foi em relação à Regulação Normativa 196, que trata da atuação das Administradoras de Benefícios. Para o ex-diretor-presidente da Qualicorp, Maurício Ceschin, embora algumas operadoras ainda estejam apreensivas em relação à ação das administradoras, a regulamentação deixa claro que a administradora serve para proteger os direitos do contratante. “Ou seja, sentar ao lado do cliente e defender seus interesses. O que acaba qualificando a discussão com as operadoras. Além disso, quando estipulante, a administradora incorpora o risco da inadimplência e, portanto, garante também o pagamento às operadoras de saúde.” Já o presidente da Medial Saúde, Emílio Carazzai, afirmou que não sente qualquer desconforto em relação às administradoras de benefícios, embora reconheça que a relação entre as partes tem sido tensa. “De certo modo, elas substituem o papel do RH da empresa. Acredito até que a nossa relação pode ser mais profissional do que quando é realizada diretamente com o contratante, já que ela força as operadoras a terem a cada dia serviços mais satisfatórios para o cliente”, analisa.

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