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Operação flagra contrabando e falsificação de remédios

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A Operação Vírtua Pharma, deflagrada ontem (9) pela Polícia Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já resultou na prisão de 11 pessoas em cinco estados e no Distrito Federal. De acordo com informações da PF, os flagrantes foram feitos em locais que continham medicamentos armazenados, prontos para serem vendidos.
Foram expedidos 36 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Já foram apreendidas 507 caixas de medicamentos abortivos, 128 de anabolizantes, 450 de remédios para disfunção erétil, além de 2.439 caixas de outros tipos de medicamentos.
O foco da Polícia Federal são os sites de venda desses produtos denunciados por internautas à Anvisa. Os remédios são frutos de contrabando, falsificação ou senão possuem registro na agência. Em todos os casos o crime é hediondo e a pena mínima é de 10 anos de prisão.
Segundo a PF, os pedidos eram feitos pela internet, os clientes pagavam por boleto ou depósito bancário e os produtos eram entregues pelos Correios. Não há previsão legal contra os compradores.
“O conselho é para que as pessoas não comprem medicamentos de fontes não confiáveis ou não reconhecidas. O barato pode sair caro. Os medicamentos são falsificados, contêm várias bactérias ou outras substâncias que não deveriam conter e podem acabar prejudicando a vida de alguém”, alertou o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos, delegado Carlos Eduardo Miguel Sobral.
De acordo com o assessor-chefe de segurança institucional substituto da Anvisa, Ricardo Sampaio, os riscos para a saúde de quem consome esses medicamentos pode variar, já que são utilizadas diversas substâncias durante a falsificação. Ele alerta que os medicamentos podem causar desde simples alergias e levar, até mesmo, à morte.
“São riscos imprecisos porque são medicamentos em que pode não se detectar princípios ativos ou podem ser utilizadas substâncias prejudiciais à saúde. É o caso dos remédios para emagrecer que não têm registro, eles podem conter substâncias anorexígenas”, explicou Sampaio.
Outro exemplo de medicamento apreendido que não tem registro e que pode ser perigoso para a saúde, de acordo com o assessor da Anvisa, é o chamado “viagra paraguaio”, para disfunção erétil. O remédio contém o mesmo princípio ativo do Viagra, o citrato de sildenafil, mas em quantidades não reguladas.
Dessa forma, o medicamento pode tanto conter quantidade insuficiente de princípio ativo e não fazer efeito quanto pode acumular substâncias em excesso e causar sérios danos à saúde. “Ele pode levar a uma amputação peniana ou até à morte”, explicou Sampaio.
Segundo ele, os remédios que estão na mira dos falsificadores e contrabandistas são os que têm custo mais alto. “Mas a população deve ficar alerta e evitar comprar qualquer medicamento de fonte duvidosa ou com preço muito abaixo do mercado”, alertou.
 

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