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ONG procura médicos voluntários

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O Instituto Gabriele Barreto Sogari, ou simplesmente Instituto Gabi, está procurando médicos pediatras, neurologistas e clínicos gerais interessados em prestar serviço voluntário às pessoas com deficiência atendidas na sede do Instituto, na zona Sul de São Paulo. A meta é contar com profissionais da área de saúde que possam consultar os atendidos – em sua maioria, crianças e adolescentes – em sua própria sede.
A Saúde é uma área bastante deficitária na região da Vila Santa Catarina, onde o Instituto está localizado. O Instituto Gabi possui em seu quadro fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogas e pedagogas. A ONG pretende contar com dentistas, médicos, fisioterapeutas e outros profissionais possam conhecer o trabalho do Instituto.
Em janeiro um decreto da Prefeitura de São Paulo (número 44.318) reconheceu a importância do Instituto e o declarou de utilidade pública municipal. Para Francisco Sogari, fundador e presidente do Instituto, o reconhecimento oficial comprova a idoneidade e o caráter filantrópico da entidade. “O Instituto Gabi é reconhecido pela Prefeitura como uma instituição de utilidade pública, um pré-requisito fundamental para abertura de apoios, parcerias e convênios”.
Nesse sentido, foi anunciada uma parceria com o Comitê de Democratização da Informática para concretizar a Escola de Informática e Cidadania. Trata-se de um projeto de inclusão digital já em andamento que beneficia os portadores de necessidades especiais atendidos pelo Instituto – que já estão tendo aulas especiais de informática – e a comunidade. “Já temos mais de 60 alunos inscritos que pagarão, apenas, R$ 15 mensais”, explica Sogari.
Outra parceria importante, firmada com o CIEE – Centro de Integração Empresa Escola – resultou na Sala de Alfabetização Especial. Cerca de dez pessoas atendidas serão preparadas para entrar na escola tradicional. “São portadores de deficiência que têm condições para freqüentar as instituições de ensino”, defende o fundador. “A grande dificuldade é que a escola pública não está preparada ou não quer receber estas pessoas”, completa.
Ainda sobre educação, Sogari lembra que, desde 2001, o Instituto vem encaminhando pessoas com deficiência às escolas. Com a ajuda do CIEE, o trabalho ganha um salto em qualidade – já que a ong receberá material didático e o apoio de um educador.
Um outro pedido feito em 2003 está prestes a se tornar realidade: um playground na sede do Instituto. Os brinquedos foram doados e a construção do espaço está em fase final. O playground é uma ferramenta importante porque possibilita a integração do lúdico e o contato com a natureza.
Necessidades – Mesmo contando com importantes apoios, o Instituto ainda precisa de ajuda. O convênio com a Prefeitura garante, apenas, 50% dos gastos mensais. “Temos uma enorme fila de espera, mas faltam recursos para aumentar nossa capacidade de atendimento”, explica Sogari.
São necessidades urgentes o aumento de recursos para receber mais portadores de necessidades especiais, doação de alimentos – açúcar, bolachas, leite e sucos, entre outros – doações de roupas e calçados para o bazar e a adesão de voluntários, principalmente, nas áreas de saúde e educação.
Já pensando em futuro, o Instituto quer formar uma cooperativa com as mães atendidas, a Cooper Gabi. Sogari conta que a idéia é unir esforços para gerar renda e trabalho, uma maneira de driblar o desemprego.
O Instituto Gabi é uma ONG – Organização Não-Governamental que atende pessoas deficientes e suas famílias. Criado há mais de dois anos em São Paulo, o Instituto sempre sobrevive graças ao trabalho voluntário de profissionais das mais diversas áreas e de doações.
Serviço:
Instituto Gabi: Rua Gustavo da Silveira, 128 – Vila Santa Catarina – São Paulo – SP. Tel. (11) 5564-7709 e 5565 -3390.

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