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ONG não renova convênio com Funasa

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A ONG Secoya, que fazia atendimento à saúde dos Yanomami, não renovou o convênio que tinha com a Funasa. Os indígenas, que vivem em Roraima e no Amazonas, estão preocupados com a situação. Desde 1999, a Secoya, Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami, prestava  assistência primária de saúde nas aldeias por meio dos convênios com a Funasa, que eram  renovados de ano em ano.
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De acordo com informações divulgadas na página da ONG na internet, desde o início de 2008 a Secoya havia ampliado sua área de atuação, passando a atender cerca de 13 mil Yanomami e Ye´kuana, distribuídos em 188 aldeias dos estados de Roraima e Amazonas. A nota informa que a não renovação do convênio se deve à falta de apoio por parte da Funasa, o que teria feito com que os profissionais da saúde atuassem sem equipamentos adequados, sem infra-estrutura nos postos de saúde e com salários atrasados.
O Presidente da Hutukara Associação Yanomami, Davi Kopenawa, diz que, atualmente, são os pajés que estão cuidando da saúde dos indígenas. Ele mostra preocupação com a situação: “A ONG trabalha direito. Então a gente fica preocupado e pensando quem é que vai ficar no lugar da Secoya, quem é que vai cuidar nós.E a gente está mais preocupado com a doença da malária, doença da gripe, da desinteria, da verminose e outras doenças”.
Em nota, a Funasa informa que, com o fim do convênio, profissionais da saúde estão sendo enviados gradativamente para a área, para substituir os funcionários da Secoya, até que uma nova instituição seja selecionada. A assessoria de imprensa da Funasa informou que a data da nova contratação ainda não foi definida, mas que o serviço de atendimento à saúde não foi interrompido.
Ainda de acordo com a assessoria do órgão, o convênio com a Secoya não foi renovado porque, no ano passado, foram estipulados novos critérios de contratação, como prevê a portaria número 293. Os novos critérios não permitem mais que os convênios sejam renovados, e obrigam a Funasa a realizar novas seleções todos os anos. A Secoya afirma que as novas regras não consideram as características específicas sócio-culturais dos Yanomami, o que fez com que a ONG desistisse de concorree.

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