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OMS QUER QUE MÉDICOS PRESCREVAM ATIVIDADE FÍSICA

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A última edição do British Medical Journal (BMJ), um dos principais periódicos científicos do planeta, é categórica: médicos devem prescrever atividade física aos seus pacientes. Por prescrição entenda-se, inclusive, a descrição escrita e devidamente assinada e carimbada – tal como feito com os remédios.

O fato é que as doenças crônicas estão no topo do ranking das causas de morbidade e mortalidade e o estilo de vida tem tudo a ver com o quadro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os principais fatores causais para óbito são: hipertensão (13%), tabagismo (9%), diabetes (6%), sedentarismo (6%) e obesidade (5%). Embora seja o quarto item da lista, a inatividade física influencia diretamente os demais.

Na Prática – “No Brasil, já é usual termos pacientes que chegam à academia por orientação médica. Entre as principais razões estão: artrite ou artrose, alterações na coluna, doenças cardiovasculares e reabilitação por lesão ou pós operatória”, exemplifica Tatiana Schneider, coordenadora técnica da Academia Runner, graduada em Educação Física com especialidade em fisiologia humana e reabilitação cardíaca. Esse foi o caso de Janaina Neves Regis, portadora de síndrome da síncope vaso vagal – distúrbio do sistema nervoso e de controle da pressão que leva o corpo a uma reação exagerada depois de uma situação de estresse. “Depois que iniciei as atividades, não vivenciei mais crises de tontura ou desmaios, como era de costume. A atividade física tem colaborado para a melhor oxigenação no cérebro, possibilitando com isso o controle da doença” diz a aluna.

Passo a Passo – O editorial do BMJ – assinado pelos doutores Karim Khan, Richard Weiler e Steven Blair – lista os dez passos que os profissionais de saúde devem seguir caso não se sintam preparados para estimular os pacientes a colocarem o corpo em movimento. O primeiro deles é questionar o cliente sobre atividade física em todas as consultas. Outros aspectos importantes são: prescrever por escrito a prática – é fundamental e só leva 30 segundos. Quando necessário, o médico também deve solicitar a busca por um orientador esportivo qualificado e, ainda, conhecer as opções locais para a prática regular de exercícios. Outro fator igualmente importante é acompanhar e apoiar o paciente para a devida adesão.

Para fazer com que os sedentários abandonem a preguiça, a OMS necessita do envolvimento de médicos do mundo todo – a estratégia faz parte do Global Physical Activity Plan, lançado em 2010. Tatiana destaca que, para agregar saúde, a escolha da atividade deve considerar a qualificação de quem a conduz. “No caso de grupos especiais – como portadores de diabetes, hipertensão e obesidade – é necessário conhecimento especializado”.

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