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Óbitos por câncer de próstata sobem 95% em 25 anos

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Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, nos últimos 25 anos, os óbitos por câncer de próstata aumentaram em 95%. O índice passou de 4,2 em cada 100 mil habitantes para 9,6, só perdendo para os assassinatos e para o diabetes. A única arma, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), José Carlos de Almeida, é a prevenção – uma vez que a doença não tem sintomas.
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“O câncer, muitas vezes, cursa silencioso ao longo de dez a 12 anos e vai dar sintomas nos três ou quatro últimos anos. Não é incomum encontrarmos no consultório médico pacientes que vão primeiro ao ortopedista com dor óssea, e aquilo é detectado como uma metástase do câncer de próstata.”
Almeida recomenda que os homens fiquem atentos à dosagem de PSA – proteína produzida pela próstata e que, na presença do câncer, aparece em maior quantidade – mas ressalta que o exame de toque retal é considerado fundamental pelos profissionais de saúde. “Os dois juntos potencializam o cenário e acendem a luz vermelha.” Para quem não tem histórico familiar, a prevenção começa aos 45 anos.
Já o perfil de homens cada vez mais novos que apresentam a doença se deve, segundo ele, aos avanços na prevenção, que possibilitam o diagnóstico precoce. Tumores detectados em homens com 50 ou 55 anos e que poderiam morrer da doença aos 65 agora apresentam chance de cura.
De acordo com a USB, pesquisas revelam que hábitos alimentares desregrados são uma das prováveis causas do aparecimento da doença em homens mais jovens. Os médicos recomendam a ingestão de pouca gordura animal e de uma abundante alimentação vegetal, além do uso de vitaminas A e D, selênio (presente na castanha do Pará), chá verde e vinhos.
Atualmente, existem diversos tratamentos para a doença, como cirurgia, radioterapia, braquiterapia – implante de sementes radioativas na glândula. A indicação é feita de acordo com o tipo de tumor e com a idade do paciente. Entre as intervenções cirúrgicas, há as abertas e as minimamente invasivas, como a laparoscópica e a robótica, ambas disponíveis no Brasil.

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