🚀 HIS18 Já conferiu os primeiros palestrantes do HIS? Já são mais de 20! CLIQUE AQUI

“O sistema de saúde do Brasil está esquartejado”

Publicidade

Quando se pensa em países desenvolvidos se tem o conceito do Estado provendo todos os serviços à população de forma gratuita, porém, de acordo com o diretor geral da Intersystems para a América Latina, Carlos Eduardo Kulh Nogueira, isso é um problema. “São países populosos e a população está envelhecendo. E o pior, sem saúde. Isso gera muitos custos”, afirma.
O envelhecimento da população também faz com que a falta de jovens dificulte o recolhimento de impostos para pagar as contas para quem está saindo do mercado. “A solução? Ainda ninguém sabe”. Nogueira acredita que o modelo baseado em medicina diagnóstica desenvolvido por estes países, e importado pelo Brasil, é muito caro. Para o executivo, o caminho ideal seria invertê-lo para um modelo de medicina preventiva.
Na opinião de Nogueira, o único consenso no setor é que sem informação não se faz gestão.  Algumas iniciativas já estão sendo desenvolvidas para tentar melhorar a complexidade do sistema de saúde brasileiro, como por exemplo, o projeto do governo do Distrito Federal, focado na busca de um repositório único de informações com o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), gestão clínica e histórico do indivíduo. “Essa conexão de sistemas proporciona ganhos em toda a cadeia”, ressalta.
Estima-se ganhos significativos de economia em medicamento e exames com o projeto do Distrito Federal. “Quem não tem informação, faz exames mais de duas vezes. O projeto não só diminui os custos do sistema como traz melhoria de qualidade de vida do cidadão e de atendimento. Isso é difícil de medir.”
Outro problema destacado pelo executivo é a falta de profissionais na saúde pública, e sobretudo, a falta de iniciativas para resolvê-lo. “Talvez os governantes mais conscientes consigam enxergar o tsunami que está chegando, que é o envelhecimento da população, e algo tem que ser feito. Caso contrário, haverá uma crise muito grave na saúde pública brasileira”, prevê.
Na visão do diretor da Intersystems, um dos  principais motivos que contribuem com a complexidade do sistema de saúde brasileiro é o compartilhamento das responsabilidade do setor entre as três esferas de governo. “Isso faz com que o sistema seja esquartejado, além de dificultar qualquer projeto”.
Você tem Twitter? Então, siga http://twitter.com/SB_Web e fique por dentro das principais notícias do setor.

       
Publicidade

Deixe uma resposta