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O impacto do Big Data no setor da saúde

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O uso de Big data e Advanced Analytics estão redefinindo a indústria farmacêutica e transformando modelos de negócio no setor da saúde. As novas tecnologias facilitam o atendimento baseado em valor, ao mesmo tempo em que os pacientes estão cada vez mais envolvidos digitalmente com sua saúde. É neste cenário, e também pensando nos ganhos de eficiência e qualidade, que a McKinsey desenvolveu estudos sobre as vantagens do advanced analytics nos serviços de saúde.

Especificamente para indústria farmacêutica, a McKinsey usou ferramentas proprietárias em advanced analytics para examinar e combinar dados de todos os fatores que poderiam ter impacto no tempo de conclusão de ensaios clínicos, que são o conjunto de procedimentos de análise e desenvolvimento de medicamentos que buscam garantir dados de segurança (informações sobre reações adversas) e eficácia nas intervenções de saúde.

“Usamos abordagens não lineares decorrentes de ciência da computação e do poder computacional atual, as chamadas machine learning não linear, para avaliar a produtividade dos ensaios clínicos”, explica Tracy Francis, sócia da McKinsey. “O resultado foi o aumento em 10% na produtividade dos testes clínicos, seja em tempo, custo ou qualidade”, complementa.

Já nos hospitais, um dos grandes desafios é como melhorar os resultados de pacientes por meio da redução de complicações cirúrgicas e do entendimento do tempo de conclusão de cirurgias, dando aos pacientes sempre as melhores chances de cura e recuperação. O uso de big data, neste caso, também é central. A Mckinsey considerou um conjunto de dados de 280 mil cirurgias ortopédicas em 26 hospitais, identificando as principais relações entre funções e composição ideal da equipe e revelando diversos insights contraintuitivos. “Com esses cruzamentos de dados, conseguimos uma precisão de 93% da previsão dos resultados das cirurgias”, comenta Tracy Francis.

Em relação às fontes pagadoras no setor da saúde, basicamente planos de saúde, seguradoras e governo, a McKinsey conseguiu, por meio de big data e advanced analytics, mensurar a performance real desses provedores, indicando um novo modelo que possa favorecer mais a relação resultados vs. volume. “Os dados nos mostraram que para melhorarmos fundamentalmente o sistema de saúde seria necessário uma migração do modelo fee for service (pagamento por serviço) para o value based services (medicina baseada em valor)”, conclui Tracy Francis, consultora da McKinsey.

       
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