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O impacto da agressão ao meio ambiente nas grandes cidades

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Nelson Gouveia, professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP, analisa o contexto de 90% da população que vive nos centros urbanos

Ninguém duvida que o meio ambiente está em crise. Mudanças climáticas, derretimento de geleiras, chuvas catastróficas, erosões e tantos outros incidentes avisam que já passou a hora de agir; é preciso correr. É com o objetivo de fazer este alerta que o médico e professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Nelson Gouveia, falará a administradores hospitalares e representantes do setor de saúde durante o 19º Congresso da Fehosp.

Ele abre o evento, que vai do dia 21 a 23 de abril, em Atibaia, para lembrar que, em geral, os temas relacionados a meio ambiente dizem respeito a problemas que impactam o dia a dia da população. “Quando falamos em problemas ambientais, pensamos na Floresta Amazônica, em animais silvestres etc., mas a questão ambiental também diz respeito às cidades. Principalmente no Brasil, já que cerca de 90% da população está nos centros urbanos”, comenta Gouveia.

Para citar alguns exemplos, lembramos os estudos que mostram que as pessoas expostas à poluição têm maior probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares. Ficar preso no transito, rotina de milhões de moradores das grandes cidades, desencadeia uma absorção de monóxido de carbono que equivale a fumar oito cigarros.

Quando olhamos para as classes menos favorecidas, é nítido o impacto direto do meio ambiente na saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 33% de todas as doenças que afetam crianças menores de cinco anos se devem à exposição a riscos ambientais. Todo ano, ao menos quatro milhões delas morrem por essas causas nos países em desenvolvimento. No Brasil, 21% das mortes de crianças se devem a doenças infecciosas e parasitárias.

Sob a perspectiva médica, Nelson reafirma os desafios ambientais que as grandes metrópoles enfrentam e alerta que medidas paliativas não são eficientes. “Os esforços devem ser no sentido de não causar os problemas. O ideal é que eles não existissem”, afirma. Como? São essas e outras perguntas que a palestra pretende suscitar.

Nelson Gouveia abre o 19º Congresso da Fehosp – Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril, às 14h.

Este ano o encontro traz o tema “Instituições de Saúde: um novo olhar sobre a qualidade e sustentabilidade”, demonstrando a preocupação das entidades filantrópicas com as questões ambientais. Além das discussões de mecanismos sustentáveis, a intenção é ressaltar a relação meio ambiente com saúde e qualidade de vida.

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