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O CUSTO DA DESCONFIANÇA ENTRE OPERADORAS, PRESTADORES E USUÁRIOS

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Continuamos assistindo à preocupação das operadoras com o custo dos prestadores de serviços, ao mesmo tempo em que vemos um número de usuários cada vez mais insatisfeito com o seu plano de saúde.

Não é possível entender quando uma enfermeira que faz regulação ou a chamada auditoria prospectiva proíba o fornecimento pelo prestador, de um antibiótico prescrito pelo médico assistente, levando aquele paciente à internação em UTI por conta do agravamento de seu quadro clínico.

Obviamente, o custo e a insatisfação do usuário vão aumentar com internação hospitalar desnecessária e a desconfiança contra o seu plano vai persistir. A enfermeira, que pertence ao órgão pagador, determinou e pronto, fim de conversa. Depois ela mostra em seu relatório o quanto o setor de auditoria economizou, negando aquele serviço, material ou medicamento.

E aí? Como ficam o respeito à soberania médica e ao plano de cuidados para tratar em domicílio aquele paciente e seus problemas?

É o lenga-lenga de sempre: não dá mais para o nosso sistema de saúde continuar se preocupando apenas com o caixa da empresa, esquecendo seu foco principal que é o cliente. É prejuízo na certa!

A preocupação com os gastos deve existir, sim, mas está comprovado que ao se preocupar com a saúde dos seus beneficiários as operadoras ganham muito mais em satisfação e qualidade de vida de quem lhes paga e no final das contas é mais econômico, também.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

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