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“O Brasil é um mercado chave”, diz Tim Slater

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A DHL Supply Chain, do grupo Deutsche Post DHL, anunciou em abril, aquisição do controle de uma de suas principais prestadoras de serviços: a brasileira Polar Transportes, especializada em transporte rodoviário com temperatura controlada, de atuação no setor de saúde. Para entender o trâmite dessa transação, lei de serialização e as estratégias que a organização vem implementando em nosso país, conversamos com Tim Slater, Managing Director of Transport UK and Ireland DHL Supply Chain, Luiz Moreira, VP, Global Products & Accounts Leader at DHL e Marcos Cerqueira, Senior Director, Logistics and Supply Chain Executive.

Sobre o processo de aquisição da Polar Transportes, os entrevistados foram enfáticos em afirmar que o processo apoiou as ambições de crescimento da companhia no nosso país. Para Slater tudo começou a partir da estratégia local da DHL, focada em uma pesquisa com seus clientes que mostrou que o transporte com temperatura controlada era uma prioridade do setor, e um dos pilares para a consolidação dessa estratégia era investir em produtos especialistas e viram que o Brasil era um mercado chave. Cerqueira reitera que essa era uma tramitação que estava acontecendo há aproximadamente 2 anos, e que a Polar almejava ampliar sua atuação e focar nesse mercado. Sendo a transação um ganha-ganha para todos os envolvidos.

Acerca dos desafios que a companhia enfrenta no Brasil, e que também compartilha com outros países, o primeiro apontado é a extensa quantidade de leis, isto significa que a DHL deve acompanhar as especificidades da lei de cada país e transmitir isso de maneira clara para que os seus clientes possam compreendê-las corretamente. Cerqueira afirma que outro ponto importante é a logística de hospitais no Brasil, uma vez que nós contamos com setores divididos por vários subsetores, e também conta com os dispositivos médicos. Uma aposta que a DHL quer investir nos próximos anos.

Com relação a lei de serialização, Slater diz que a parte da regulação de um modo geral é algo ainda bem crítico, e que a organização precisa se colocar no entendimento da legislação e interpretar corretamente essas leis. Algumas são parecidas pelo mundo, mas todas tem as suas particularidade dentro de cada país, o Brasil é muito regulamentando, em contrapartida os Estados Unidos são mais liberais, por exemplo.

Moreira afirma que é primordial que eles conheçam minuciosamente as regulações de cada país, para ajudar os clientes a desenvolver uma estratégia sólida para atender todos esses requisitos. Para ele a lei de serialização é muito boa, pois a sua finalidade é remover a quantidade de medicamentos falsos, e assim rastrear de onde ele saiu, conhecer a sua procedência. A lei quer assegurar um nível de consistência parecido para todos os medicamentos, distribuição e prazos.

Dentro desse cenário, para Slater a tecnologia é de suma importância para o cumprimento da lei de serialização, uma vez que ela permite produzir, rastrear e controlar a qualidade do produto. Por essa razão, a organização não abre mão de realizar investimentos em tecnologia para atender os requisitos desta especificação. A IoT (internet das coisas), pesquisas, microchips com sensores, ou seja, tudo que surge relacionado a inovação a companhia procura estar de olho, e avaliar a necessidade de adotar essa tecnologia.

Existem segmentos da DHL em que eles estão realizando pesquisas, desenvolvendo drones para entregar remédios em áreas remotas. Na Holanda, por exemplo, os robôs estão aplicando etiquetas nos medicamentos , então isso já não é mais um processo manual, além de diminuir as taxas de erros, custos, e agrega mais confiabilidade para o processo.

“A tecnologia torna uma ideia em realidade muito mais rápido”. Foi assim que Moreira declarou o impacto da tecnologia para a cadeia, e fez uma ressalva que muitas vezes a tecnologia está disponível e a cadeia de suprimentos também, mas muitas vezes ambas não conversam, e o trabalho deles é juntá-las com investimentos que promovam benefícios para todos. Para que isso ocorra, todas as operações devem contar com um processo robusto que promova o diálogo e tenha um plano estratégico bem definido.

De acordo com Slater, o trabalho da DHL é sempre olhar para o futuro, buscando a promoção de inovações e propor aos seus clientes um serviço com qualidade e eficiência.

       
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