💼 HIS17 Ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirma presença no encerramento. Emita sua credencial gratuita

“Novos capítulos da rastreabilidade”

Publicidade

Novidades aparecem no horizonte do processo de rastreabilidade de medicamentos nacional. Depois que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.903 que criou o Sistema Nacional de Controle de Medicamento, ainda em 2009, a indústria farmacêutica passou por período de estudos e indagações para entender o que é preciso ser feito para se adequar. E novos capítulos foram escritos recentemente.
 O mais recente capítulo é a portaria nº 1322 do Ministério da Saúde publicada em 8 de junho que estabelece uma rede no Mercosul para combater a falsificação de medicamentos. Essa rede será estabelecida pelos órgãos regulatórios do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
É possível que se haja espécie de integração entre estes países que fortaleça a fiscalização, porém dificilmente a Anvisa (Agência Nacional Vigilância Sanitária) mudará os prazos para o sistema nacional que começam a vencer em 2012. Então, os laboratórios podem se antecipar nos projetos de implementação de solução e equipamento para não ser pegos de surpresa.
Grupo técnico administrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia tomado algumas decisões como a impressão do código bidimensional (2D) ? espécie de código de barras compactado e com maior capacidade de armazenamento de dados ? em selo fabricado pela Casa da Moeda.
O que pode mudar neste sentido é que a impressão seja feita direto na caixa de medicamento. Ou seja, não é algo que afetaria a estrutura montada para a ter os dados do medicamento e os equipamentos que fariam a impressão. Então, colocar em prática o plano tecnológico que gerencia os dados é algo totalmente viável desde já.
Neste período de pouco mais de dois anos, foram realizadas dezenas de eventos por entidades ligadas ao setor para levar aos profissionais interessados todo o tipo de informação sobre tecnologias e equipamentos que passariam a compor o processo da produção dos medicamentos.
O que se quer é que cada caixa de medicamento tenha um IUM (Identificador Único do Medicamento), espécie de RG, que tornará possível reunir informações como qual laboratório produziu, qual empresa distribuiu e em que farmácia deveria ser vendido. Com isto, será possível contar com capacidade maior de fiscalização pelos órgãos competentes e até mesmo pelo consumidor para saber se o medicamento é verdadeiro.
Os cálculos mostram que o investimento para adequar cada linha de produção de medicamentos pode chegar a R$ 500 mil. Novos gargalos podem aparecer. Mesmo assim, as indústrias precisam encontrar fornecedores de confiança para conseguir ter em mãos um sistema que realmente funcione quando bater o prazo.
 O desafio é fazer com que o setor não entre em parafuso, com demanda elevada de projetos e falta de empresas qualificadas para atender o mercado. Outro conselho importante, que já foi dado no início deste artigo: é preciso ficar de antenas ligadas para não deixar que a falta de informação atrapalhe o sucesso dos projetos. O assunto, definitivamente, deve agitar o setor neste segundo semestre de 2011.
*Rodrigo Alvarez é é sócio-diretor da Active, multinacional brasileira de tecnologia da informação para o mercado de Ciências da Vida que engloba indústrias farmacêuticas, farmoquímicas e veterinárias, entre outras

       
Publicidade

Deixe uma resposta