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Novo software da Roche facilita identificação genômica

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Um novo software para identificar, com precisão e rapidez, genes que causam doenças foi anunciado por cientistas da Roche com a publicação do projeto na revista Science no final do ano passado.
Essa descoberta deve acelerar a identificação, em camundongos, de fatores genéticos de risco de doenças que tenham correspondência em seres humanos, informa a assessoria de imprensa da Roche. Como o genoma de camundongos é semelhante ao do homem, o animal é o modelo experimental mais utilizado no estudo das doenças humanas, e a abordagem ?de camundongo para o homem? é amplamente empregada.
Com os métodos usados atualmente, a identificação de um gene ligado ao risco de uma doença pode levar cinco anos e mobilizar o trabalho de cinco cientistas. Com essa inovação da Roche, que apresenta uma precisão até mil vezes maior do que os métodos atuais, um único pesquisador pode completar a tarefa em apenas uma tarde. O método permite a identificação de um único fator genético.
?Nossa esperança é que essa nova abordagem ajude os pesquisadores a desenvolver, em camundongos, os modelos para doenças humanas, visando a identificar os genes que contribuem para o risco dessas doenças e as respostas a drogas?, afirma Gary Peltz, médico, Ph.D., responsável pelo Departamento de Genética e Genômica da Roche Palo Alto. ?Esse novo processo vai ajudar a entender a relação entre diferenças de fenótipo e variações no genoma do camundongo, o que será um grande passo para uma maior compreensão do impacto das diferenças genéticas humanas. Com isso, devemos ser capazes de traduzir as informações genéticas com maior eficácia e eficiência, tanto para o desenvolvimento de novos instrumentos de diagnósticos, como de novos remédios?.
Os cientistas da Roche já haviam publicado, na edição de 08 de junho de 2001 da Science, um artigo sobre um sistema para a análise de genoma em camundongos. Esse método previa as regiões de um cromossomo de camundongo que seriam responsáveis por diferenças de fenótipo. As regiões previstas continham centenas de genes. O método divulgado agora pela revista, no artigo Genética em Silício: Identificação de um Novo Elemento Funcional Regulando a Expressão do Gene H2-E a, proporciona a mesma rapidez de análise, mas é muito mais preciso. Ele estabelece um elo entre um único gene e uma diferença de fenótipo e elimina a necessidade de estudos de acompanhamento (follow-up) para rastrear grandes áreas cromossômicas. Assim, os pesquisadores podem economizar meses e até anos de trabalho. Além disso, os resultados são avaliados por meio de critérios estatísticos absolutos (valor p), o que proporcina maior confiança em suas análises.

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