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Nova Pfizer cortará 19 mil empregos

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Depois de anunciar a mega fusão de US$ 68 bilhões com a Wyeth na manhã de segunda-feira, o principal executivo da Pfizer, Jeffrey B. Kindler, não teve muito tempo para comemorar. Havia notícias sombrias demais com as quais lidar. A força de trabalho combinada da companhia de 128 mil vai perder 19 mil postos. A Pfizer vai cortar pela metade os dividendos advindos das ações. Ela está fazendo provisões de US$ 2,3 bilhões para concluir uma investigação federal a respeito de uma promoção ilegal do seu ex-analgésico, Bextra, para o uso fora das condições para as quais o FDA (órgão responsável pelos alimentos e medicamentos nos EUA) o liberou.

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Os investidores comemoraram o grande dia fazendo as ações da Pfizer caírem mais de 10%. E mesmo assim, para Kindler, o acordo da Wyeth promete um grande desfecho. A companhia combinada seria a quarta maior nos Estados Unidos em valor de mercado, com base nos preços das ações na segunda-feira, que avaliaram a Pfizer em US$ 105 bilhões e a Wyeth em US$ 57 bilhões. Somente a Exxon, o Wal-Mart e Procter & Gamble seriam maiores que a Pfizer.

Kindler ganhou o controle de uma linha de medicamentos biotecnológicos, vacinas, produtos para o consumidor e oportunidades de pesquisa para tentar preencher as lacunas de seu próprio fluxo de produtos. “Não tem a ver com um único produto”, disse Kindler. “Tem a ver com criar um portfólio amplo e diversificado de negócios nos quais as pessoas que são boas em ciência possam fazer o que fazem melhor e as pessoas que são boas em dar acesso a clientes possam fazer o que fazem melhor. E é um ajuste perfeito”.

Kindler será o presidente das companhias fundidas, que serão conhecidas com Pfizer. Em muitas maneiras, o executivo, que lidera a Pfizer desde julho de 2006, gastou os últimos dois anos preparando o grande negócio. Ele cortou US$2,8 bilhões em custos e 15 mil empregos e focou em pesquisas para além das doenças cardiovasculares, que ajudaram a Pfizer a se tornar uma gigante, já que seus principal medicamento, o Liptor, para colesterol, perderá a patente em 2011.

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