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Nova colunista estreia no EmpreenderSaúde. Elaine Horibe, bem-vinda ao time!

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Hoje, comemorando 3 meses de EmpreenderSaúde e as recentes conquistas, estreamos uma nova colunista em nosso site. Elaine Horibe Song é cirurgiã plástica e tem atuado como consultora de startups nos EUA e trará suas histórias e sua experiência para dividir com nossos leitores, que agora são seus leitores também, Elaine!

Bem-vinda!

Segue seu post inaugural:

Bem vindo(a) ao site do Empreender Saúde!
Meu nome é Elaine Horibe Song (Elaine Kawano Horibe). Juntamente com o Vitor Asseituno e com o Fernando Cembranelli, espero compartilhar com você novidades, sonhos e experiências na área de empreendedorismo em saúde. Planejo publicar artigos periodicamente, focando principalmente no que há de novo ha área de negócios em hospitais, biotecnologia e dispositivos médicos nos EUA. Além disso, pretendo na medida do possível, analisar a importância destas novidades para empreendedores no Brasil. Para que os artigos se tornem cada vez mais relevantes para você, gostaria de ouvir sobre seus interesses e suas opiniões sobre os assuntos discutidos.
Neste primeiro artigo, farei um breve resumo sobre minha história e contarei um pouco sobre algumas experiências interessantes em empreendedorismo e inovações na área de saúde nos EUA:
Após formar-me como médica pela UNIFESP em 1999, fiz residência em cirurgia geral na USP e cirurgia plástica na UNIFESP. Em 2005, matriculei-me no Programa de Pós Graduação em Cirurgia Plástica daUNIFESP. Através do programa de doutorado sanduíche pela CAPES, trabalhei como pesquisadora no Laboratório de Cirurgia Plástica e Imunologia de Transplantes na Universidade de Pittsburgh por um ano e meio. Retornei ao Brasil em 2007, defendi minha tese e completei meu doutorado em 2008. No mesmo ano iniciei meu MBA (full time) na UCLA (Califórnia), que concluí em junho de 2010.
Atualmente trabalho na Califórnia como consultora de negócios para hospitais, para empresas de biotecnologia e para empreendedores na área de saúde. Antes do MBA, trabalhei como gestora médica em instituições privadas com e sem fins lucrativos em São Paulo, e também cliniquei como cirurgiã plástica em consultório particular.
Desde a faculdade de medicina, sempre tive vontade de aprender a criar e gerir empreendimentos na área da saúde. Uma das experiências em empreendedorismo mais interessantes de que participei nos EUA até agora aconteceu durante o MBA. No segundo ano do curso, um grupo de alunos e professores criaram um novo programa visando a ajudar pesquisadores da UCLA a lançarem suas invenções no mercado: “Technology and Science Commercialization and New Business Development” (http://tecbruins.org/archives/197). Tive a oportunidade de participar da primeira turma. O programa, com duração de 6 meses, passou a fazer parte do currículo do MBA como uma disciplina eletiva.
A estrutura do curso é bem inovadora: para promover diversidade de idéias, a classe é composta por alunos de 5 cursos (medicina, doutorado, MBA, direito e engenharia), que se juntam em grupos, com um representante de cada curso. Cada grupo trabalha com um pesquisador da UCLA que deseja comercializar sua tecnologia. Cada aluno do grupo contribui com sua área de expertise para realizaras várias etapas de comercialização. Inicialmente, a ênfase é na análise da tecnologia, proteção de propriedade intelectual, e análise de mercado. Se a tecnologia é viável e com grande potencial de comercialização, o grupo passa então a avaliar o valor da tecnologia e estratégias para captação de investidores. Ao final do curso, o grupo finaliza um plano de negócios, que é apresentado para investidores e para a incubadora de empresas da UCLA.
Meu grupo trabalhou com uma tecnologia muito interessante: um sistema “biosensor” de baixo custo que detecta e identifica o DNA de bactérias presentes no ar. O mercado de biosensores mundial é de aproximadamente US $7.74 bilhões em 2010, com crescimento anual esperado de 11% até 2013. Após análise do mercado, nosso grupo definiu que o sub-mercado mais atraente seria o de monitoramento de infecção hospitalar (US$ 1 bi), aproveitando o incentivo dado pelo governo americano. O governo tem várias bolsas para pesquisadores que desenvolvem este tipo de tecnologia, além de cortar o pagamento por infecção hospitalar a hospitais. Ao final do curso, terminamos o plano de negócios, o pesquisador principal abriu uma empresa, da qual se tornou CEO. A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas já estabelecemos conexões (como o Tech Coast Angels) que poderão ajudar a financiar o projeto quando o biosensor estiver pronto para comercialização.
No Brasil algumas universidades já têm incubadoras, que ajudam a comercializar tecnologias pesquisadas. Creio que se o processo de proteção intelectual, e todos os recursos necessários para levar a tecnologia ao mercado pudesse ser ainda mais organizado, criaríamos um grande incentivo para os pesquisadores brasileiros.
Mais histórias sobre empreendedorismo no próximo artigo….

Elaine Horibe Song é médica cirurgiã plástica pela Universidade Federal de São Paulo, com Especialização em Administração Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas e MBA pela Universidade da Califórnia.

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