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Nanotecnologia é a nova esperança da cura do câncer

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O governo dos Estados Unidos instalou oito centros de estudo para pesquisar o uso de nanotecnologia na cura do câncer.
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A idéia partiu do técnico em radiação, John Kanzius, que decidiu injetar sulfato de cobre no corpo humano e logo irradiar o paciente com ondas de rádio. Essas ondas fazem com que o sulfato de cobre vibre liberando calor que destrói as células cancerígenas.
As nanopartículas poderiam ser utilizadas para transmitir uma substância radioativa para eliminar as células cancerígenas. Em todas as instâncias, as partículas são feitas de acordo com as necessidades, e “enganam” as células cancerígenas que as deixam ingressar. Uma vez que a substância esteja dentro do organismo, as partículas fazem seu trabalho.
Steven Curley, cirurgião especialista em câncer no fígado do Centro Anderson no Texas, disse estar impressionado com a idéia. “Devo dizer que em 20 anos de pesquisa isto é o mais interessante que encontrei”, avaliou.
A diretora do Instituto Nacional do Câncer, Anna Baker, informou que tem interesse em usar nanopartículas para curar o câncer. “Acho que estou mais entusiasmada com isto do que qualquer coisa que tenha visto”.
Em um dos centros, Bob Langer está desenvolvendo um sistema de transmissão de nanopartículas. Dentro dessas partículas há drogas que eliminam as células cancerígenas e por fora a capa está envolvida em proteínas, que são capazes de enviá-las a células cancerígenas da próstata.
O segredo é na capa que “engana” a célula cancerígena e a faz deixar que ingressem as drogas. “Uma vez produzida a capa apropriada, felizmente irá aonde queremos que vá”, comenta Langer que trabalha no Centro de Nano Tecnologia do MIT de Harvard.
Outros pesquisadores estão estudando o uso de radioatividade ao invés de drogas. A vantagem de todos esses sistemas é que o tecido normal não é afetado. Estes tratamentos são muito focados e específicos. “Aplica-se altas doses de droga especificamente no lugar onde for necessário, e muito pouco ao resto do corpo, assim não se danificam áreas saudáveis”, destaca Langer.
O câncer causou 7,6 milhões de mortes durante o ano de 2007, que representou 13% de todos os falecimentos. Nos últimos 10 anos, o Governo dos Estados Unidos destinou US$ 4 bilhões anuais à pesquisa do problema. Para o Governo, a nanotecnologia se converteu em uma prioridade, por isso foram investidos mais de US$ 144 milhões para fundar esses oito centros de pesquisa.

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