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Nanomedicina e nanotoxicologia em debate

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Nanopartículas supermagnéticas para obtenção de imagem molecular do câncer e, consequentemente, diagnóstico mais eficiente da doença ao seu alvo específico dentro do organismo; superantibióticos nanoestruturados; nanoencapsulam; nanopartículas de ouro para que um medicamento seja direcionado ento de hormônios para liberação e reposição hormonal controladas; sistemas nanotecnólogicos para diagnóstico rápido e de baixo custo de doenças infecciosas; nanobiossensores para detecção de glicose, ureia e lactose. Estes são exemplos do potencial da nanotecnologia para a área da saúde. São também linhas de pesquisa em andamento no Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (LNN/IFSC/USP). Resultados recentes do laboratório foram apresentados no 7º Seminário Internacional de Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, organizado pela Fiocruz, de 10 a 12 de novembro, no Rio de Janeiro.
O combate ao câncer é um dos campos de aplicação da nanotecnologia na medicina. Nanopartículas podem causar lesões no DNA, diminuir a viabilidade das células, levar à apoptose (suicídio celular) e provocar necrose. Essas propriedades podem ser aproveitadas para eliminar um tumor, desde que as nanopartículas não ofereçam risco para as células saudáveis. “Nossos estudos in vitro demonstram que alguns complexos com nanopartículas de ouro e prata são tóxicos para células cancerígenas. Eles podem também ser tóxicos para células saudáveis, mas apenas em concentrações extremamente altas”, diz o coordenador do LNN, professor Valtencir Zucolotto, que apresentará uma palestra durante o seminário. Esses resultados sugerem que, em concentrações mais baixas, tais nanopartículas poderiam ser uma nova alternativa no tratamento do câncer.
Estudos sobre a segurança do uso de nanopartículas se destacam entre os esforços do LNN, um dos pioneiros na área de nanotoxicologia no Brasil. “A preocupação acerca da nanotoxicidade surge à medida que vários nanomateriais são atualmente sintetizados, manipulados e descartados em ambientes naturais, sem controle ou regulamentação. Nesse caso, ainda não são totalmente conhecidos os potenciais riscos desses nanomateriais em contato com seres humanos e ambientes aquáticos ou terrestres, incluindo os potenciais riscos à agricultura. É um tema bastante recente e de grande interesse mundial, devido principalmente à falta de estudos conclusivos, que forneçam os mecanismos de interação de sistemas biológicos com nanomateriais, além de dosagens críticas, tempo de exposição etc”, informa o site do laboratório. “Devido à rápida comercialização de nanopartículas, há necessidade de supervisão de urgência por autoridades sanitárias dos produtos que já estão no mercado e investimentos em pesquisas seguras, além de informação coerente e com base científica à sociedade”, completa Zucolotto.
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